A jogadora piauiense, Adriana, atacante do Corinthians, foi vítima de ataque racista na noite da última terça-feira (16) durante a Semifinal da Libertadores Feminina, no Estádio Manuel Ferreira, no Paraguai. O time paulista, que garantiu a vaga para a final, goleou por 8 a 0 o Nacional-URU.
Durante a partida, após marcar um gol, a jogadora foi chamada de “macaca” por uma atleta do Nacional-URU. O ato de racismo foi denunciado pelo time e repercutiu nas redes sociais. O incidente aconteceu após o sexto gol ser marcado.
Adriana fez a cobrança de pênalti e Gabi Portilho não segurou. Em seguida, a atacante teria sido ofendida por uma atleta do time adversário. A ofensa causou tumulto entre as duas equipes e o jogo ficou parado por alguns minutos. A jogadora Vic Albuquerque chegou a chorar em canto, emocionada, depois que a amiga de time foi ofendida.
Em nenhum momento, durante a confusão entre as jogadoras, a arbitragem não chegou a intervir. Entretanto, em resposta à ofensa, as jogadoras do Corinthians fizeram o gesto antirracista e estenderam o braço direito. O movimento foi feito durante o 7º e o 8º gols.
O Corinthians usou o Twitter para relatar o ato de racismo e classificou como “lamentável” a atitude da jogadora do Nacional-URU.

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