O retorno da São Silvestre ao calendário de eventos de São Paulo após interrupção em 2020 por conta da pandemia de coronavírus não teve um brasileiro vencedor por pouco: o atleta Daniel Nascimento disputou os instantes finais da corrida com o etíope Belay Bezabh, que ultrapassou Nascimento no quilômetro final e se tornou campeão, com o tempo de 44min54. Em terceiro lugar ficou o boliviano Hector Flores.
No feminino, a campeã foi a corredora queniana Sandrafelis Chebet, que dominou a prova de ponta a ponta, e conquistou o tempo de 50min07. A brasileira Jenifer do Nascimento foi a terceira colocada.
O tempo de 44min54 de Bezabh não bateu o recorde de 42min59 obtidos por Kibiwot Kandie, do Quênia, campeão em 2019. Chebet já havia vencido a São Silvestre em 2018. Daniel Nascimento festejou o segundo lugar. “Há dois anos, eu falei que ia evoluir muito. Agora eu consegui o segundo lugar na São Silvestre, e vamos continuar evoluindo”, disse Daniel ao Globo Esporte. O atleta foi representante do Brasil na Maratona nas Olimpíadas de Tóquio, e 11º colocado na última São Silvestre, em 2019.
O percurso da prova é de 15 km e a corrida é a mais famosa e tradicional do Brasil e da América do Sul. A largada é sempre realizada na Avenida Paulista, na altura do número 2000. O trajeto passa por pontos turísticos tradicionais da cidade, como o estádio Pacaembu, o Theatro Municipal, o Largo do Arouche e pela esquina das avenidas Ipiranga e São João. A chegada é em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, também na paulista.
Desde a sua primeira edição, em 1925, a corrida tem sido dominada por atletas africanos: neste período, corredores de outros continentes venceram em apenas cinco ocasiões. No feminino (a participação das mulheres ocorreu apenas em 1975; antes, a corrida era restrita aos homens), quatro vezes. O país campeão de vitórias na São Silvestre é o Quênia, com 15 primeiros lugares tanto no masculino quanto no feminino. O queniano Paul Tergat venceu a prova cinco vezes. No feminino, o recorde de vitórias é o da portuguesa Rosa Mota: ela venceu seis vezes entre 1981 e 1986.
A 96° edição da São Silvestre teve 20 mil inscritos, de acordo com a organização, uma média inferior aos anos interiores, quando cerca de 35 mil pessoas participavam anualmente. Cada um dos vencedores recebe um prêmio de R$ 50 mil. O valor é inferior ao que foi pago em 2019, de R$ 94 mil.
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