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Postada em 16/11/2018 ás 22h50
Fonte: IBGE

IBGE: PIB do Piauí tem a segunda maior queda dentre os Estados

A redução no PIB do Piauí em 2016 ocorreu em razão de uma queda generalizada da atividade em todos os setores da economia.
IBGE: PIB do Piauí tem a segunda maior queda dentre os Estados
Imagem ilustrativa.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira, 16/11, os resultados das Contas Regionais, que  apontaram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu em 2016 cerca de R$ 6,27 trilhões, evidenciando uma queda de 3,3% do PIB do país naquele ano, em comparação com 2015, queda essa que foi acompanhada por 25 unidades da federação. O único estado que apresentou variação positiva foi Roraima, com 0,2% de crescimento, enquanto o Distrito Federal ficou estável, com 0,0%.

        O resultados verificados para o Piauí, apurados em parceria do IBGE com a Fundação CEPRO, apontaram um PIB da ordem de R$ 41,41 bilhões em 2016, uma queda de 6,3% comparado com o ano anterior, o que em termos de Brasil foi a segunda maior retração do PIB dentre os estados, só perdendo para o Amazonas, que apresentou uma redução de 6,8% no PIB. A maior queda foi a registrada pelo Amazonas, de 6,8%.        

        A redução no PIB do Piauí em 2016 ocorreu em razão de uma queda generalizada da atividade em todos os setores da economia, exceto por algumas atividades do setor de Serviços,  envolvendo “administração, defesa, educação e saúde privada” que cresceu 0,9%, tendo essas atividades uma participação relativa no total do PIB da ordem de 37,3%. Contudo, no consolidado, o setor de Serviços do Piauí apresentou uma diminuição de 1,3% no volume, onde a atividade de “comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas”, apresentou uma queda de volume da ordem de 8,3%, onde devemos destacar que esta é a segunda maior atividade econômica do estado em termos de participação relativa no PIB, com 15,4% do total.        

        A agricultura  foi um dos setores que registrou maior queda, em razão de ordem climática (seca) que comprometeu sobremaneira a produção de grãos. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, a redução da produção de arroz, feijão, milho e soja, principais produtos da lavoura temporária piauiense, foi de cerca de 56%, tendo caído de 3,02 toneladas em 2015 para 1,3 toneladas em 2016. Como reflexo da queda na produção, a participação relativa da agricultura no PIB do estado caiu de 5,3% para 2,7% do total.

        No tocante à indústria, o Piauí registrou no consolidado uma queda de 9,8% em 2016, especificamente uma redução de 6,2% nas indústrias de transformação, bem como uma redução de 16,2% na indústria da construção civil.

                      PARTICIPAÇÃO NO VALOR ADICIONADO BRUTO (%) POR ATIVIDADE ECONÔMICA

                                                           PIAUÍ – 2010 a 2016

 PIB POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO – 2016

 PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL E POSIÇÃO RELATIVA DO PIB DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO EM RELAÇÃO AO PIB DO BRASIL (2015 / 2016)

Apesar da queda no PIB em 2016, o Piauí ainda manteve sua participação relativa no total do PIB do país, com 0,7% do total, ocupando a 21a.colocaçãono ranking das unidades da federação.

 VARIAÇÃO ACUMULADA NO PIB (2002 a 2016)

     É importante registrar que, apesar da redução no PIB do Piauí em 2015 (1,1%) e em 2016 (6,3%), o estado permanece com um resultado positivo no acumulado do PIB registrado de 2002 a 2016. Assim, em 2016 o Piauí ocupa a quinta colocação com o maior aumento acumulado do PIB, com 72,7%, o que dá uma média de crescimento de 4,0% ao ano. O estado que registrou o maior PIB no acumulado de 2002 a 2016 foi Tocantins, com 103,4%, o que dá uma média de crescimento anual de 5,2%.

 PIB PER CAPITA DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO - 2016

        Por Unidades da Federação, o maior PIB per capita brasileiro continua sendo o do Distrito Federal no valor de R$ 79.100,00, cerca de 2,6 vezes maior que o PIB per capita do País.

        Mato Grosso foi o estado que mais avançou sua posição relativa na comparação a 2002, passando de 11o. para o 4o. maior em 2016. Em sentido contrário, Maranhão (27o.) e Piauí (26o.) foram os menores PIBs per capita do Brasil em 2016. Ao longo da série analisada, esses dois estados alternam posição, mas nunca deixaram de ter os menores resultados. Contudo, o Piauí foi o estado em que o valor do PIB per capita mais cresceu dentre todas as Unidades da Federação, aumentando cerca de  5,3  vezes  entre  2002  e  2016  (de R$ 2.441,00 para R$12.890,00). O estado de Mato Grosso também se destacou nesse quesito, crescendo 5,2 vezes. Outros estados que se destacaram no crescimento em valor do PIB per capita ao longo da série foram Tocantins (4,7 vezes), além de Maranhão e Mato Grosso do Sul (cerca de 4,5 vezes, cada).

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