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Postada em 11/07/2019 ás 11h09 - atualizada em 11/07/2019 ás 11h21
Fonte: Portal Meio Norte

Instituto monitora e ajuda a preservar tartarugas no litoral do Piauí

Elas estão sendo monitoradas com ajuda de satélites
Instituto monitora e ajuda a preservar tartarugas no litoral do Piauí
Foto: Divulgação

Nas praias do litoral do Piauí, está sendo iniciada uma pesquisa ambiciosa pela organização não governamental Instituto Tartarugas do Delta, fundada em 2006, e que ajuda a preservar as cinco espécies de tartarugas que põem seus ovos nas areias do território piauiense.

A pesquisa, que utiliza satélites, vai descobrir para onde vão as tartarugas que chegam ao litoral do Piauí para desovar e deixar que seus ovos gerem as pequenas tartarugas que enfrentam a areia das praias, os predadores naturais e o oceano para garantir sua suada e difícil sobrevivência.

A  bióloga Werlane Magalhães, vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta, disse que a praia do Barro Preto, em Luís Correia (346 km de Teresina), é um dos berçários de tartaruga marinha. “Aqui no Piauí, a gente começa a fazer esse trabalho de conservação a partir de janeiro”, afirma. Neste ano, o primeiro ninho onde os ovos eclodiram e nasceram as tartarugas marinhas foi localizado no Réveillon, um verdadeiro brinde à vida dessa espécie tão simpática.

O Instituto Tartarugas do Delta finca uma pequena bandeira em cada ninho de tartarugas. Eles estão espalhados em todos os lugares e é um indicador importante do grau de preservação ambiental das praias piauienses, porque as tartarugas escolhem os pontos para sua desova onde não tem poluição e as condições ambientais são propícias para sua reprodução. “Nós colocamos as bandeiras como um trabalho de percepção ambiental para que as pessoas observem onde estão os ninhos das tartarugas marinhas”, adianta Werlane Magalhães.

A pesquisa para identificar os caminhos das tartarugas é chamada de “Rota da Conservação”, que permite o monitoramento das tartarugas por satélite. Os cientistas colocam um transmissor no casco da tartaruga e ficam monitorando o animal, recebendo as informações de seu deslocamento por satélite. “O objetivo dessa pesquisa é reconhecer o tamanho da área de desova no Piauí”, esclarece Werlane Magalhães.

As intervenções nas áreas de praias, como a construção de portos, desconfiguram os fatores ambientais, o que leva as tartarugas a não mais reconhecerem os locais onde devem desovar.

170 ninhos foram identificados só em julho

A bióloga Ana Luiza da Costa, do Instituto Tartarugas do Delta, tem o trabalho de retirar as tartarugas dos ninhos com as próprias mãos. Ela retira as tartarugas que nasceram, as que são natimortas e os ovos que não eclodiram. “A gente abre o ninho e vai verificar quantos nasceram, quantos não se desenvolveram e quantos filhotes de tartaruga acabaram morrendo nesse processo, os natimortos”, ensina Ana Luiza.

Instituto faz trabalho de limpeza das praias  

Afinal, para a sua desova, as tartarugas precisam de áreas ambientais limpas e que não ameacem suas vidas e as de seus filhotes.

“Esse trabalho de limpeza é primordial, não só para a gente que vive hoje nessa terra, mas também para a consciência cultural do povo, das pessoas que visitam e dos habitantes. A prevenção, no passado, evitaria tudo o que a gente está fazendo hoje. Esse nosso trabalho também é preventivo,    porque é de limpar e de levar a conscientização para as pessoas e para os turistas sobre a necessidade da preservação da fauna, de flora e de nosso futuro”, falou Marcelo Luna, surfista.

Piauí reúne 5 espécies de tartarugas

A pesquisa Rota da Conservação, do Instituto Tartarugas do Delta, ainda não tem o resultado sobre até onde as tartarugas desovam nas praias piauienses. Mas uma pesquisa semelhante realizada no Espírito Santo, que está mais adiantada, localizou, por monitoramento feito com satélites, as tartarugas que desovam no litoral da África. Isso mostra o quão longe elas podem chegar.

A bióloga Suzana Bittencourt, do Instituto Tartarugas do Delta, afirma que a pesquisa no Piauí começou em junho deste ano e os estudos que estão ocorrendo no momento são no Espírito Santo, ainda em fase de análise de dados.

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