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Postada em 01/08/2019 ás 09h24 - atualizada em 01/08/2019 ás 09h49
Fonte: Com informações do Cidade Verde

Agentes da GRECO prendem trio suspeito de falsificar cheques em Teresina

A prisão foi realizada no centro de Teresina, em uma agência bancária. Dois dos suspeitos são de São Paulo, e o outo é natural de Goiás.

Dois homens e uma mulher foram presos dentro de uma agência bancária na Avenida Frei Serafim, no Centro de Teresina, com centenas de folhas de cheque em branco. A prisão foi realizada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) em parceria com o 1° Batalhão de Polícia Militar.

De acordo com o delegado Tales Gomes, coordenador do Greco, o material era usado para falsificação dos cheques. "Os investigados conseguiam os dados bancários de correntista com saldos elevados, falsificavam os cheques e efetuavam o saque nos caixas das agências após apresentação dos cheques", disse o delegado. 

Os presos foram identificados como Miguel Nunes da Silva, natural de Goiás,  Moacir da Silva  e Maria Silva Nunes, ambos de São Paulo. O trio deve responder por associação criminosa e uso de documento falso.

O delegado acrescenta que, tembém foi encontrado no carro dos suspeitos material usado para clonagem dos cheques e também  foram apreendidos documentação pública falsificada e uma máquina destinada à impressão dos cheques falsificados no hotel em que estavam hospedados.

Segundo o delegado Daniell Pires, responsável pelo inquérito policial, os suspeitos fizeram, pelo menos, sete vítimas em Teresina. Por meio do esquema, somente na quarta-feira (31), eles teriam conseguido sacar R$ 3 mil. 

"Eles começaram a aplicar o golpe na última segunda-feira e foram em média três cheques por dia. Fizeram vítimas na segunda, terça e na manhã de quarta. Em tese foram sete vítimas", explica Pires. 

O delegado dá ainda detalhes de como funcionava o esquema criminoso. 

"Eles pegavam talões de cheques roubados ou furtados em qualquer lugar do Brasil. Então, usavam uma máquina para apagar os dados e deixar apenas a logomarca e o número do banco. Depois disso, viajavam para uma cidade, conseguiam xerox de talões de cheques de pessoas que tinham contas bancárias. Assim, através de um notebook e uma impressora, faziam as impressões e depois pegavam a assinatura, colocavam em uma outra máquina que fazia com 'precisão cirúrgica' uma cópia da assinatura do proprietário do talão de cheque", conclui Daniell Pires.

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