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Postada em 09/09/2019 ás 08h50 - atualizada em 09/09/2019 ás 10h19
Fonte: Com informações do G1

Como o Brasil pode investir no turismo ecológico sem derrubar a Amazônia

O ecoturismo, apesar de não ser uma prática tão comum, seria promissor na região Amazônica e até gerar lucros.
Como o Brasil pode investir no turismo ecológico sem derrubar a Amazônia
Vista aérea da Floresta Amazônica. Foto: AFP

O professor Virgilio Viana, PhD pela universidade de Harvard e superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), afirmou que  o Brasil está perdendo uma enorme oportunidade.  O interesse internacional na Floresta Amazônica poderia ser usado "a nosso favor", segundo o especialista, por meio do estímulo ao ecoturismo na região, graças justamente ao fascínio que a beleza da floresta tropical exerce sobe visitantes.

Em meios a tantas queimadas e desmatamentos, o ecoturismo autossustentável seria promissor para proteger e conservar a floresta e trazer benefícios a populações locais. Lamentalvelmente, o professor Ralf Buckley, da Universidade de Griffith, na Austrália e autor de diversos livros sobre ecoturismo no mundo, disse que "o turismo ainda não possui escala econômica ou poder político para substituir o desmatamento em massa, que é a razão dos incêndios. Mas, uma vez estabelecido, é muito maior do que a indústria madeireira, agrícola ou de mineração em termos de escala econômica e geração de empregos."

Experiências na selva:

 Há exemplos de negócios que deram certo nessa área e que poderiam servir de inspiração a novos projetos na Amazônia brasileira.

Costa Rica é exemplo de país que se tornou referência no ecoturismo.Foto: EPA

 

É o caso do ecoturismo na Amazônia peruana, estudado de perto por Amanda Stronza, professora e codiretora do programa de ciência aplicada a biodiversidade da universidade A&M do Texas. Para ela, um dos segredos da viabilidade do modelo de turismo sustentável no Peru esteve em iniciativas de desenvolvimento nos interesses da comunidade local.

Na comunidade de Infierno, junto ao rio Tambopata e ao parque nacional de Bahuaja-Sonene, uma parceria entre uma empresa canadense e os índios da comunidade Ese-Eja resultou na construção de em um resort de luxo no anos 1990. O empreendimento é lucrativo há mais e 20 anos e paga dividendos às famílias locais por estar situado próximo à comunidade indígena.

A professora ressalta que  “Amazônia não é terra selvagem desabitada, terra de ninguém como dizem. Há milhares de pessoas lá, comunidades locais que vivem lá. Esse é o território deles e qualquer empreendimento econômico tem que envolvê-los", ou seja, é uma comunidade que deve ser empregada em conjunto à outras, como extração vegetal e agricultura familiar.

Outro exemplo de sucesso no ecoturismo em floresta tropical é a Costa Rica, onde passeios de aventura e natureza estão entre os principais atrativos de turistas estrangeiros. O país obteve US$ 3,8 bilhões (R$ 15,44 bi) em renda com a indústria do turismo em 2018.

Infraestrutura:

Para Ralph Buckley, um dos grandes desafios do incremento do turismo sustentável na Amazônia está num passo básico: a criação de uma estrutura adequada."A indústria do turismo poderia ter escala, mas ainda não tem. Porque o turismo cresce lentamente e precisa de infraestrutura para transportar as pessoas", diz.

Ele mesmo visitou a Amazônia e resume a experiência: "A parte da floresta amazônica do Equador e do Peru tem melhor infraestrutura de turismo. No Brasil, você voa até Manaus, mas e daí faz como? Há apenas rios! Há muito turismo fluvial no rio Negro. Para se ir além,  onde verdadeiramente está a vida selvagem, não é fácil. Isso leva dias em barcos pequenos ou eventualmente até em canoas indígenas".

Para Virgilio Vinana, a melhor  opção seria a construção de ferrovias. Apesar de ter um custo de construção mais elevado do que o de uma estrada, a ferrovia é mais barata no longo prazo porque têm menor manutenção, cobrindo melhor as grandes distâncias e resistindo às condições extremas do clima amazônico.

A abertura de ferrovias, no entanto, traria duros impactos aos ecossistemas locais. Mas a abertura de autoestradas, segundo o especialista, levaria a um desmatamento mais amplo, porque às margens do caminho costumam se desenvolver novas ocupações. É um efeito chamado "espinha de peixe", onde a estrada principal desencadeia a abertura de ramificações laterais irregulares na selva.

Investir na infraestrutura, estimula o apetite por parcerias no mercado do ecoturismo e      consequentemente, mais turistas. O interesse em expandir o projeto, receberia mais gente e desenvolveria também, o turismo de base comunitária, investindo na população e cuidados da região, voltado para proteção e cosnervação da floresta.

 

 

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