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Postada em 10/09/2019 ás 10h28
Fonte: G1

Investimento por aluno no Brasil está abaixo da média dos países desenvolvidos, diz estudo da OCDE

Relatório mostra que professores ganham menos do que os colegas do exterior e, também, do que outros brasileiros com ensino superior.
Investimento por aluno no Brasil está abaixo da média dos países desenvolvidos, diz estudo da OCDE
Educação enfrenta falta de investimento no país. Foto: Reprodução/ Pixabay

Um estudo anual da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta terça-feira (10) mostra que o Brasil investe 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) na área de educação, do ensino fundamental ao médio e técnico.

O percentual está acima da média dos países da OCDE (3,2%), mas o investimento proporcional por aluno é inferior à média dos países desenvolvidos. Os dados são do estudo Education at a Glance ("Educação em revista", na tradução livre do inglês).

Investimento por aluno

  • US$ 3.800 por estudante do ensino fundamental 1 (média OCDE: US$ 8.600)
  • US$ 3.700 por estudante do ensino fundamental 2 (média OCDE: US$ 10.200)
  • US$ 4.100 por estudante do ensino médio e técnico (média OCDE US$ 10.000)

Divulgado anualmente, o documento de 2019 analisa os sistema de educação de países membros da OCDE, além de dez países parceiros, como o Brasil, a Argentina, a China, a Rússia e a África do Sul, entre outros.

Os dados sobre investimento que constam no relatório divulgado nesta terça-feira se referem ao ano de 2016, quando o Brasil atingiu a porcentagem de 4,2% do PIB investido na educação básica.

Ensino superior

Apenas 18% dos adultos no Brasil (entre 25 e 64 anos) têm ensino superior completo, menos da metade da média da OCDE (39%). Segundo este relatório, o país está próximo ao perfil mexicano, mas muito abaixo de outros países da América Latina. A taxa de adultos com ensino superior na Argentina é de 36%, no Chile é de 25%, e na Colômbia é de 23%.

A OCDE ressalta, entretanto, que durante a última década houve um aumento no acesso ao ensino superior para as gerações mais jovens (25 a 34 anos) que saltou de 11% em 2008 para 21% em 2018. Mas ainda segue muito abaixo da média dos países da OCDE, que é de 44%.

Apenas um terço (33%) dos estudantes de ensino superior concluem a graduação no tempo ideal. A média da OCDE é 39%. O estudo diz que 50% dos estudantes tendem a concluir a graduação após três anos do período ideal. Abaixo da média da OCDE, de 67%.

Graduação

Quase 3/4 dos estudantes de ensino superior brasileiro estão matriculados em entidades privadas, um contraste com outros níveis de ensino.

Gastos públicos com ensino superior aumentaram 19% entre 2010 e 2016. Entretanto, gastos por estudantes de instituições públicas esteve abaixo da média em 2016, com US$ 14.200,10 em comparação com a média da OCDE de US$ 16.100.

O ensino superior brasileiro é um dos menos internacionalizados dos países da OCDE e parceiros. Apenas 0,2% dos estudantes brasileiros são intercambistas. A média lá fora é de 6% dos estudantes em mobilidade. 0,6% dos estudantes brasileiros estão matriculados no exterior, menos da metade da OCDE (1,6%).

Pós-graduação

Entre os jovens (25 a 34 anos) que concluíram o ensino superior, a maioria tem apenas o bacharelado. Apenas 0,84% desta população tem mestrado, contra 14,33% da OCDE e para o nível de doutorado, 0,11% dos jovens entre 25 e 34 anos, contra 0,84% da OCDE.

Apenas 0,8% dos adultos entre 25 e 64 no Brasil têm um título de pós-graduação do tipo mestrado. A média da OCDE é de 13%. Já no nível de doutorado, apenas 0,2% dos adultos concluíram esta formação, enquanto a média entre os países ricos é de 1.1%.

A analista de educação da OCDE no Brasil, Camila de Moraes, explicou em coletiva de imprensa que não são consideradas hipóteses neste relatório e que as explicações para as variações nas taxas dependem do contexto do país.

Equidade

O estudo ainda mostra que as mulheres brasileiras entre 25 e 64 têm maior probabilidade (34%) de se matricular em um curso superior do que os homens, uma das diferenças entre gêneros mais destacadas entre os países membros da OCDE e parceiros. Essa separação aumenta ainda mais em gerações mais novas, entre 25 e 34 anos, a probabilidade de uma mulher cursar o ensino superior chega a 42%.

As mulheres também são maioria em doutorados. No Brasil, 54% das formadas são doutoras, a média da OCDE é 47%. A OCDE aponta, entretanto, que mulheres têm menos chance de ser empregadas do que os homens em qualquer nível de escolaridade, mas ressalta que a diferença se amplifica em níveis mais baixos de educação.

Baixos salários

O estudo aponta que o salário médio dos professores no Brasil é menor do que na maioria dos países da OCDE, e que também é ao menos 13% menor do que o salário médio dos trabalhadores brasileiros com ensino superior.

Professores de ensino fundamental ganham US$ 22.500 anuais (média OCDE US$ 36.200)

Professores de ensino médio ganham US$ 23.900 (média OCDE US$ 45.800)

Nem-nem

Mais de 25% dos jovens entre 18 e 24 anos do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Itália, África do Sul e Turquia não estudam e nem estão empregados, são considerados "nem-nem". A média de jovens nesta situação em países da OCDE é de 14%.

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