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Postada em 13/09/2019 ás 08h47 - atualizada em 13/09/2019 ás 11h07
Fonte: Com informações do G1

Novas tendências: ‘climatarianos’ e o desejo de cuidar de si e do meio ambiente

Dieta que privilegia alimentos que causam menos impactos à natureza ganha adeptos pelo mundo.
Novas tendências:  ‘climatarianos’ e o desejo de cuidar de si e do meio ambiente
Foto: Unsplash

 Criado há mais de uma década, a expressão “climatariano”  surgiu com o intuito de  definir pessoas que têm desejo de mudar paradigmas e viver, quase radicalmente, sem causar grandes impactos ao meio ambiente. Parar  de comer carne vermelha, por exemplo,  ajuda a diminuir o desmatamento e, assim, contribuir para baixar as emissões de carbono que aquecem o planeta.

O climatariano não é, necessariamente, um vegano ou um onívoro. Ele busca comer produtos sazonais, aposta na venda a granel, produtos caseiros, longe de agrotóxicos, se afasta das embalagens plásticas. Mesmo que a maçã ou o abacaxi cortadinho e disposto numa bandeja de isopor embalada num plástico fino seja mais prático, o climatariano já foge disso. Afinal, naquele mimo ofertado pelo supermercado há muito combustível fóssil embutido.

A expressão foi mencionada pela primeira vez há dez anos por Mike Tidwell, escritor, ativista ambiental,  fundador da Chesapeake Climate Action Network, organização que  destina a conscientização sobre os impactos que as atividades humanas estão causando ao meio ambiente. Ele consumiu carne vermelha durante muitos anos de sua vida e decidiu parar. Seguir esse estilo de vida, pode exigir  tempo e comprometimento do cidadão. O dia a dia é corrido, acordam cedo, tomam um café ligeiro na padaria, entram no escritório e de lá saem apenas duas vezes: para o almoço e para voltar à casa. 

Em entrevista ao jornal “El País”, a cineasta  Xiana do Teixeiro define assim o climatarianismo que decidiu abraçar: “A saúde do planeta é a minha primeira preocupação quando se trata de consumo”. Palavras que são ouvidas como música pelos especialistas que fizeram o último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado no dia 8 de agosto, em que os ecossistemas terrestres recebem uma atenção especial.

“Não queremos dizer às pessoas o que comer. Mas seria realmente benéfico, tanto para o clima quanto para a saúde humana, se as pessoas em muitos países ricos consumissem menos carne e se a política criaria incentivos apropriados para esse efeito", disse diz Hans-Otto Pörtner, ecologista que co-preside o grupo de trabalho do IPCC , à reportagem da revista científica “Nature”.

Como seria no Brasil?

O Brasil, é o maior exportador de carne do mudo, um dos alimentos que mais contribui para o aquecimento global e provoca mudanças climáticas. Para criar gado é preciso terra e a terra não pode ter árvores. Logo, para produzir gado é preciso desmatar. A Amazônia, por exemplo, foi alvo de uma das maiores queimadas dos últimos anos; uma floresta queimada, sem árvores, é solo fértil para a criação de gado.

Parar de comer carne vermelha, é um dos fatores principais que ajudaria muito a diminuir as emissões de poluentes, proporciona mais saúde para si próprio, e pode ser substituída por outros alimentos proteicos, que causam menos destruição.

Muitos brasileiros já tiveram a iniciativa de aderir a  campanha “vegan day”, que consiste em passar pelo menos um dia da semana sem a ingestão de carnes vermelhas e brancas. Outro fator promissor é  a valorização de produtos biodegradáveis, um mercado que vêm crescendo muito no país. A venda de canudos reutilizáveis, por exemplo, em até 20% a  contaminação dos oceanos, além de ser bem mais fácil o poder de biodegradar; muitos estabelecimentos não disponibilizam mais de canudos, e existem até leis que proíbem isso. Optar em fazer compras e não utilizar sacolas de plásticos, também é um apoio do climatariano.

 Julia Wärnberg, professora sueca da Universidade de Málaga, conduz um estudo para prevenir doenças cardiovasculares. Ela indaga que: "A questão-chave está no consumismo. Será que realmente precisamos de um abacate que venha do Peru ou de uma manga do Brasil? É necessário beber um suco de laranja quando não há laranjas no verão? Por que não são substituídas por morangos, uvas ou tomates, que são da época e também têm vitamina C?”

Pode-se concluir que os cuidados com a saúde do planeta são indispensáveis também para a saúdo do corpo humano. Os excessos que se começou a cometer em nome do desenvolvimentismo, alcançado por poucos, pode acabar explodindo as veias, além de poluir rios e causar queimadas. Vale a pena refletir sobre isto antes de virar o rosto para o que pode ser considerado, de maneira preconceituosa, um modismo inútil.

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Obtido às 20:50

32º

Min 21º Max 38º

Alguma nebulosidade

43% 4 km/h Fonte: Climatempo
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