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Postada em 07/11/2019 ás 10h08 - atualizada em 07/11/2019 ás 10h56

Projeto ABC Cerrado recupera mais de 93 mil hectares de áreas degradadas em 7 estados e no DF

A ministra Tereza Cristina participou da apresentação dos resultados do projeto. A área recuperada equivale a 110 mil campos de futebol
Projeto ABC Cerrado recupera mais de 93 mil hectares de áreas degradadas em 7 estados e no DF
Ministra Tereza Cristina na apresentação dos resultados do Projeto ABC Cerrado - Foto: Antônio Araújo

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta quarta-feira (6) da apresentação dos resultados do Projeto ABC Cerrado. A iniciativa recuperou, em cinco anos, mais de 93 mil hectares de áreas degradadas no bioma. Nesse período, 7,8 mil produtores rurais receberam capacitação e assistência técnica para adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono no Distrito Federal e nos seguintes estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Tocantins e no Distrito Federal.

A área recuperada equivale a 110 mil campos de futebol, segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O ABC Cerrado é uma parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar)/Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)  e conta com recursos do Fundo de Investimento Florestal (FIP, em inglês), administrados pelo Banco Mundial.

No evento, a ministra destacou que os resultados mostram como é possível aliar sustentabilidade com a agropecuária, além de proporcionar a ampliação da produção por meio do investimento em áreas degradadas. "O produtor rural acreditou porque investindo nas suas pastagens degradadas, no solo já exaurido, viu que esse investimento traz de volta para ele renda", disse. 

Tereza Cristina destacou ainda a doação de US$ 10,6 milhões do fundo do Banco Mundial para o projeto. O evento teve a participação de representantes de embaixadas de diversos países. 

A ministra informou que terá reunião com o banco, nos Estados Unidos, para tratar de mais recursos para projetos, como o ABC Cerrado. A viagem para o país será entre 17 e 23 de novembro. Segundo a ministra, há 4 mil produtores rurais interessados em ingressar no ABC Cerrado. 

Ela ainda pediu aos produtores que busquem informações com sindicatos e federações sobre ferramentas para melhorar a produtividade, e assim conseguirem conquistar novos mercados.

Foto: Antônio Araújo
Foto: Antônio Araújo

Resultados

Os dados fazem parte de um estudo inédito que avaliou os impactos da adoção das tecnologias pelos produtores rurais. Segundo os resultados, foi possível perceber que a adoção das tecnologias: Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), Recuperação de Pastagens Degradadas, Sistema Plantio Direto e Florestas Plantadas, permitiu ao produtor incrementar a renda e diversificar a atividade produtiva com conservação ambiental.

As principais cadeias atendidas foram bovinoculturas de corte e leite e agricultura.  Nas áreas recuperadas, por exemplo, a produtividade na cadeia da bovinocultura de corte subiu de 0,7 unidade/animal por hectare para 2,5. O ganho de peso dos animais com a renovação da pastagem também aumentou, passando de 400 para 900 gramas/dia. E o tempo de abate reduziu de 36 para 19 meses.

Os resultados ultrapassaram as metas estabelecidas em 2015, quando o projeto começou. Ao todo, mais de 18 mil pessoas foram beneficiadas pelo ABC Cerrado em cinco anos, entre produtores e parentes, estudantes e técnicos, 54% a mais que a meta inicial de 12 mil.

Outro dado importante observado durante a avaliação de impacto do projeto foi que ao unir capacitação e assistência técnica e gerencial, 11 vezes mais produtores adotaram tecnologias de baixa emissão de carbono se comparados aos produtores que não participaram da iniciativa.

Foram mais 214 mil horas de assistência técnica seguindo cinco passos: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática dos resultados.

O ABC Cerrado também contribuiu para manter a área de vegetação nativa dentro das propriedades rurais, como as áreas de preservação permanente e reserva legal. Em cinco anos, houve um incremento de 192,5 mil hectares de vegetação nativa, ou seja, ao adotar tecnologias e boas práticas agrícolas, o produtor rural aumentou a produtividade em um mesmo espaço, evitando a abertura de novas áreas no Cerrado.

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