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Postada em 10/12/2019 ás 16h15 - atualizada em 10/12/2019 ás 16h33

Após assassinato de Guajajaras, Moro manda Força Nacional atuar em terras indígenas

A equipe deve permanecer em Cana Brava por 90 dias
Após assassinato de Guajajaras, Moro manda Força Nacional atuar em terras indígenas
A Força Nacional de Segurança Pública ficará 90 dias no Maranhão. O prazo poderá ser prorrogado caso necessário. – Foto: Divulgação/FNSP/MJ

Após o assassinato de três indígenas Guajajaras, com segundo ataque com pouco mais de um mês, o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública na terra indígena Cana Brava Guajajara, no Maranhão, por 90 dias. 

A portaria foi assinada no começo da tarde desta segunda-feira (9), a medida começará a valer a partir desta terça (10) e a previsão é que as tropas cheguem nessa quarta-feira (11) ao Maranhão. A ação tem como objetivo garantir a integridade física e moral dos povos indígenas, dos servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e dos não índios.

No último sábado (7), um atentado contra líderes indígenas Guajajara, na BR-226, entre as aldeias Boa Vista e El Betel, resultou em dois indígenas feridos e mais duas mortes que foram confirmadas pela Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão. Segundo a secretaria, há dois índios feridos em decorrência do ataque. 

Outro caso

Há um mês, o líder indígena Paulo Paulino Guajajara foi morto durante uma emboscada na Terra Indígena Araribóia, na região de Bom Jesus das Selvas no Maranhão. O conflito também causou a morte do madeireiro Márcio Greykue Moreira Pereira e deixou ferido o primo de Paulo Guajajara, Laércio Guajajara.

O índio Paulo Paulino Guajajara estava incluído no Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos (PPDDH). Após o crime, outros três guardiões também estavam incluídos no programa, foram retirados das aldeias e levados para lugares sigilosos. O retorno deles para as aldeias depende do fim das ameaças.

De acordo com a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), de 2016 a 2019, 13 indígenas foram mortos em decorrência do conflito com madeireiros no Maranhão.

Protesto

Em protesto contra os acontecimentos índios Guajajaras fizeram um bloqueio por quase dois dias em três pontos da BR-226, na entre as aldeias Boa Vista e El Betel, localizado entre os municípios de Barra do Corda e Grajaú. O trecho só foi totalmente liberado no final da tarde deste domingo (8).

Após atentado, índios bloqueiam a BR-226 no Maranhão. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Após atentado, índios bloqueiam a BR-226 no Maranhão. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Durante os bloqueios, um congestionamento de veículos de mais de 1,5 quilômetro foi registrado na área. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA), os índios chegaram a atacar com pedras um ônibus que trafegava pela região. As janelas do veículo foram quebradas, causando pânico entre os passageiros.

Confira a Portaria Nº 890, de 9 de Dezembro de 2019

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