Pela segunda vez na "era Sampaoli", o Atlético-MG teve dois tropeços consecutivos. O empate com o Fluminense e a derrota por 3 a 1 para o Bahia (veja os lances acima) custaram a liderança do Brasileirão (vale lembrar: o Galo tem um jogo a menos que Inter e Flamengo). As duas partidas tiveram um principal ponto em comum: o time jogou o que se espera por apenas um tempo. De novo, não foi suficiente.
A característica mais marcante do Galo de Sampaoli, destacada pelos próprios jogadores, vinha sendo a intensidade e a busca incessante pelo gol, independentemente do placar e do local. Foi exatamente o que faltou nos últimos dois jogos. Contra o Fluminense, em casa, o time entrou sonolento e saiu atrás. "Voltou ao normal" no segundo tempo, mas parou em Muriel e conseguiu apenas empatar. Contra o Bahia, longe de BH, foi o contrário.
Em Pituaçu, o Galo fez excelente primeiro tempo. Dominante, empurrou o Bahia para trás, pressionou, criou grandes chances e abriu o placar. Teve oportunidades para ampliar, mas pecou muito no último passe e na finalização. Keno, o jogador que mais cria chances do time, precisa calibrar o pé. Nathan esteve abaixo. Sasha, apesar de ser um centroavante tático, que abre espaços, precisa de gols. Tem feito pouco.
O Galo caiu de rendimento e tropeçou quando parou de ter as tais "semanas cheias" para treinar. Com poucos dias de preparação, perdeu para o Fortaleza, empatou com o Fluminense e perdeu para o Bahia. A intensidade, marca de Sampaoli, exige um alto rendimento físico, durante os 90 minutos. Na Bahia, a queda no segundo tempo também foi física. Em mais de um lance, jogadores de defesa não conseguiram acompanhar os adversários.
A boa notícia é que a semana, agora, é cheia. O próximo compromisso é no sábado, às 21h (de Brasília), contra o Sport, no Mineirão. Depois, mais oito dias de preparação para encarar o Palmeiras, em São Paulo, no jogo que fecha o turno.
O Galo tem um jogo pendente e, considerando o duelo com o Athletico-PR (ainda sem data), depende só dele para ser "campeão do turno". A derrota na Bahia não decreta que a briga do Atlético mudou. O time era e segue sendo candidato ao título. Mas lições precisam ser aprendidas. Time campeão não pode ter recorrentes "apagões". Também não pode desperdiçar caminhões de chances. Os erros custaram cinco pontos em duas rodadas. E agora cabe ao time correr atrás do prejuízo.
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