Domingo, 18 de Outubro de 2026
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Esportes Atletismo

Atleta piauiense recebe medalha olímpica após 20 anos

Companheiros de revezamento participam da premiação organizada pelo COB e pela CBAT, em São Paulo, e simulam 4x100m na pista

13/12/2020 18h36 Atualizada há 6 anos atrás
Por: RedaçãoGeral

O dia 13 de dezembro de 2020 ficará marcado para sempre na memória de Cláudio Roberto Sousa. Passados vinte anos de sua conquista com o 4x100m nos Jogos de Sydney, o velocista piauiense finalmente recebeu a tão sonhada medalha de prata olímpica, em cerimônia realizada durante o Troféu Brasil de Atletismo, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), em São Paulo.

 

Ao lado dos companheiros de revezamento – Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos e Claudinei Quirino –, Cláudio Roberto entrou na pista e logo tratou de relembrar os velhos tempos. O quinteto simulou um revezamento 4x100m, com Cláudio completando a volta na pista. Depois, já emocionado, seguiu em direção ao pódio, onde colocou a medalha no peito pela primeira vez.

 

“Eu já vinha curtindo essa expectativa pela medalha há algum tempo, mas agora finalmente ela chegou. Fui atrás dela do meu jeito, sem agredir ninguém, sem criar polêmica. Agradeço muito aos meninos por terem vindo, e ao COB e à CBAt pela linda festa”, disse Cláudio Roberto, logo após a premiação, revelando ainda que vai montar um espaço bem especial em casa.

“Durante todos esses anos, nunca tive a coragem de montar um quadro de medalhas. Tenho muitas medalhas, mas faltava uma. Se esta prata olímpica não viesse, nunca faria um quadro. Agora que chegou, vou providenciar um lugarzinho bem especial lá em casa”, complementou.

 

Em Sydney 2000, Cláudio Roberto disputou as eliminatórias do 4x100m no lugar de Claudinei Quirino, mas, por um erro da organização dos Jogos, voltou ao Brasil sem a medalha. Na ocasião, o COB entrou em contato com o Comitê Olímpico Internacional (COI), mas não conseguiu reverter a situação.

No ano passado, após encontro entre Cláudio e o vice-presidente do COB, Marco La Porta, em Teresina (PI), a entidade decidiu fazer nova consulta ao COI, enviando uma série de provas e documentos, e a resposta foi positiva.

 

“Precisamos ressaltar a postura do Cláudio Roberto ao longo deste período. Sua conduta foi impecável, apesar da injustiça cometida. Ele carrega consigo todos os valores olímpicos. É um grande prazer estar aqui, ao lado desse revezamento 4x100m histórico, participando da entrega desta medalha que lhe é de direito”, disse o diretor geral do COB, Rogério Sampaio. 

 

“Esta cerimônia faz jus a um dos grandes velocistas do país e valoriza a memória esportiva brasileira. Como membro do COI, fiquei muito satisfeito de ver a justiça sendo feita”, discursou Bernard Rajzman, vice-campeão olímpico no vôlei em Los Angeles 1984, responsável por entregar a medalha a Cláudio Roberto.

 

Um dos mais entusiasmados com o reconhecimento a Cláudio Roberto foi André Domingos. Em 2016, ele presenteou o amigo com uma réplica da medalha de Sydney. Agora, com a original no peito de Cláudio, a réplica foi para o Museu Olímpico do COI, em Lausanne (Suíça).  

 

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