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Postada em 20/03/2021 ás 17h00

Março Azul-Marinho: diagnóstico precoce e informação ajudam no Combate ao câncer Colorretal

O câncer de intestino é o terceiro em incidência no mundo e o segundo que mais mata.

O mês de março abraça uma causa em combate a um dos cânceres mais comumente encontrado entre os brasileiros: o Câncer Colorretal. Estamos falando da campanha do Março Azul-Marinho, que busca conscientizar sobre os riscos do câncer colorretal (CCR) no país, assim como, alertar para ações de promovam hábitos de vida mais saudáveis, colaborando para a prevenção e ajudando a reduzir os índices dessa doença.

O médico coloproctologista da rede de hospitais Unimed Teresina, Rafael Correia Lima, explica que o câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino ou câncer de cólon e reto, é uma neoplasia que acomete o intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e no ânus.

Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. O câncer de intestino é o terceiro em incidência no mundo e o segundo que mais mata. Já no Brasil, esse câncer é o segundo mais comum entre as mulheres e o terceiro mais comum nos homens, ocasionando cerca de 50 mil novos casos por ano no país.

“O câncer colorretal é uma doença considerada multifatorial, pois dificilmente saberemos qual exatamente foi o real e preponderante motivo para o paciente apresentar a doença. Sempre será uma série de fatores em conjunto. Há os fatores como predisposição genética, ou seja, se você tem algum parente que já teve esse tipo de câncer, você tem mais chances de apresenta-lo também; tem o fator “idade” que é de grande risco, principalmente acima de 60 anos. E existem alguns fatores que são o que chamamos de “mutáveis”, aqueles que podemos controlar, como: a alimentação com grande quantidade de gordura e/ou processados, a grande ingestão de carne vermelha, o sedentarismo, o excesso de peso e obesidade, o tabagismo e o excesso de ingestão de bebidas alcoólicas. Todos esses são grandes fators de risco”, pontua o coloproctologista.

Existem também algumas doenças que podem contribuir como uma predisposição importante e que podem gerar o câncer de intestino, são elas: Doença de Crohn, doenças genéticas que promovem a formação de pólipos no intestino como a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) e a Polipose Moderada.

Mas como identificar os principais sintomas de um possível diagnóstico de câncer no intestino? Os principais sintomas são:

- Alteração do habito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados);

- Sangramento intestinal por meio das fezes;

- Dor ou desconforto abdominal;

- Perda de peso sem causa aparente;

- Alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas).

 

Diagnóstico e prevenção

Há um ditado que diz que “Prevenir é melhor do que remediar”, portanto, o dr. Rafael Lima ressalta a importância de se adotar hábitos saudáveis para evitar um futuro diagnóstico de câncer de intestino. “É possível prevenir esse quadro mudando os hábitos de alimentação, tornando-os mais saudáveis, como: aumentar o volume de ingestão de fibras, verduras, frutas, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes; diminuir a ingestão de carne vermelha; praticar atividade física; controlar a obesidade; abolir o fumo; e a ingestão álcool apenas de forma moderada”, pontua o médico.

Outra forma de prevenção é o bom e velho check-up e exames de rotina. “Antes de se diagnosticar, o câncer colorretal tem uma característica muito importante que é o fato de você conseguir prevenir através da realização de exames de rastreamento. Então, se deve realizar exames e consultas não somente para diagnóstico precoce, mas para prevenção. São nesses exames que conseguimos achar lesões (pólipos), que assim que retirados, já diminuem ou abolem os riscos de um tumor”, conta Rafael Lima.

A detecção do tumor pode ser feita por exames, como colonoscopia, retossigmoidoscopia, pesquisa de sangue oculto nas fezes e teste de DNA fecal. Se necessário, é solicitada uma biópsia para comprovar a lesão.

Em resultados positivos para este tipo de câncer, o diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura do paciente (acima de 70% e 90%). O tratamento se baseia principalmente em procedimentos cirúrgicos com ressecções completas do tumor, complementado ou não pela quimioterapia, desde que a doença não tenha se disseminado para outros órgãos.

O dr. Rafael ainda diz que a partir dos 50 anos, todo paciente deve realizar uma colonoscopia ou em casos hereditários, com 10 anos a menos do diagnóstico que o seu parente desenvolveu o câncer. “A incidência ainda é muito alta e se torna cada vez mais comum por conta do envelhecimento da população e da piora dos hábitos alimentares. Em termos de mortalidade, ela ainda é alta e é um câncer bem agressivo, mas muito tratável e curável”, conta o médico.

 

Pandemia

Desde o início da pandemia, o tratamento dos casos de câncer de intestino diminuiu muito no Brasil. A queda foi de 46%, na comparação com o mesmo período de 2019.

O coloproctologista Rafael Lima diz que isso se deu por a população evitar consultas básicas nesse período. “Como um todo, no mundo inteiro as outras doenças sentiram bastante e foram muito afetadas pela pandemia do Coronavírus. Mas o que acontece é que muitos pacientes deixaram de ir ao médico, de realizar exames de rotina e rastreamento, e isso levou a uma grande diminuição do controle de diagnóstico dessas outras doenças. Reduzindo assim as chances de tratamento. A incidência na população não diminuiu, o que diminuiu foi o diagnóstico”, completa.

Outro ponto a ser bastante trabalhando na campanha é o tabu ainda existente sobre a doença. “Ainda existe tabu também quanto ao próprio médico coloproctologista, pois essa especialidade trata do ânus, de fezes, de intestino, que são áreas mal vistas pela população em geral. Mas vemos o Março Azul-Marinho como um meio de conscientizar a população exatamente pra que esse tabu acabe e a gente consiga levar essa informação aos pacientes de forma simples e diminuir cada vez mais a mortalidade dessa doença”, finaliza Rafael.

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