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Postada em 14/08/2021 ás 12h00

Enfermeiro sofre racismo durante aplicação de vacina contra covid em Teresina

O caso segue sob investigação.
Enfermeiro sofre racismo durante aplicação de vacina contra covid em Teresina
Foto: Divulgação

Na manhã desta sexta-feira (13), um enfermeiro foi vítima de racismo durante a aplicação de vacinas contra a Covid-19 no departamento de Nutrição da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A denúncia foi feita por meio de colegas do profissional que repassou o caso para a Fundação Municipal de Saúde (FMS).

De acordo com informações, o enfermeiro identificado apenas como A. M. S., de 26 anos, estava aplicando a segunda dose da Pfizer em pacientes, quando por volta das 10h40, uma mulher chegou com sua filha – que estava internada em uma clínica de dependência química. Ela apresentou os documentos e foi informada que a segunda dose da filha dela seria para o dia 16 de agosto.

Devido a situação, um dos profissionais de saúde ligou para a supervisora e contou o caso. Ela autorizou a vacinação, desde que tivesse uma declaração que a jovem tinha saído da clínica para a vacinação. Em meio a discussões, a mulher iniciou injúrias raciais contra o enfermeiro.

O profissional registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Direitos Humanos. A situação revoltou profissionais pela forma desrespeitosa e agressiva com que o enfermeiro foi recebido pela família da paciente. Após o caso, os profissionais fizeram um vídeo lamentando ocorrido e pediram respeito.

Por meio de nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que repudia totalmente qualquer tipo de discriminação. Confira a nota na íntegra:

“A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que repudia totalmente qualquer tipo de discriminação. Na manhã de hoje (13), um servidor da FMS foi vítima de conduta discriminatória em serviço. O enfermeiro de 27 anos estava na equipe de vacinação contra a covid quando foi agredido verbalmente por um paciente que agendou o recebimento do imunizante para a Universidade Federal do Piauí, que afirmou que não tomaria a vacina aplicada por um negro, o que configura crime de racismo. A procuradoria jurídica da FMS orientou o envio de notícia-crime à Delegacia de Direitos Humanos. O servidor terá todo suporte jurídico por parte da instituição, que dará ciência ao Ministério Público para as providências legais cabíveis na área criminal.

A FMS ressalta que racismo é crime inafiançável tipificado na Lei 7.716 de janeiro/1989 e que punível por reclusão. O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, ressalta que a instituição fornecerá todo suporte que o servidor necessitar. Gilberto Albuquerque. Gilberto agradece o empenho e dedicação de toda a equipe da FMS que tem trabalhado incansavelmente para que a população de Teresina seja imunizada e receba todo o suporte de saúde quando for necessário.”

 

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) também divulgou uma nota de repúdio acerca do caso. Veja:

 
 
 
 
 
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O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (COREN-PI) divulgou uma nota de repúdio sobre o caso de racismo envolvendo um enfermeiro na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Com a situação, o COREN-PI sinalizou que irá adotar todas as medidas legais, e fará uma denúncia formal ao Ministério Público.

 

Confira a nota completa:

“O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí tomou conhecimento de um lamentável incidente ocorrido na manhã de hoje, 13, no Setor de Nutrição da Universidade Federal do Piauí. Um enfermeiro, enquanto desempenhava sua função na administração de vacinas contra a Covid-19, foi vítima de racismo.

O Coren-PI repudia todo e qualquer ato discriminatório. É inadmissível que, em pleno 2021, em um cenário de guerra contra um vírus que já matou milhares de brasileiros e milhões de pessoas pelo mundo, ainda tenhamos que nos deparar com casos de racismo no exercício da nossa profissão.

Os profissionais de Enfermagem, que estão na linha de frente contra a pandemia, não merecem esse tipo de tratamento e, muito além de uma ofensa, é importante frisarmos: racismo é crime. Um crime inafiançável e inaceitável em todas as esferas da sociedade.

É necessário que paremos de tratar crime como ofensa. Precisamos ser firmes, repudiar veementemente o racismo e cobrar que as medidas legais de punição para quem insiste em praticá-lo sejam aplicadas.

Por isso, o Coren-PI tomará todas as medidas legais, fará uma denúncia formal ao Ministério Público e cumprirá o seu papel de acolhimento e suporte ao profissional que foi vítima desse crime absurdo.

 

Racismo é crime! Denuncie!”

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