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Postada em 29/08/2018 ás 06h36
Fonte: G1/JN

MP investiga suposto pagamento por propaganda eleitoral em rede social por coligação de Wellington Dias

Caso tem tido grande repercussão e o Piauí chegou a ficar entre os assuntos mais comentados na internet.
MP investiga suposto pagamento por propaganda eleitoral em rede social por coligação de Wellington Dias
Reprodução TV Globo.

O Ministérios Públicos eleitorais de Minas Gerais e do Piauí estão investigando supostos pagamentos por propaganda ilegal em redes sociais.

A suspeita de propaganda eleitoral ilegal surgiu quando a influenciadora digital Paula Holanda escreveu numa rede social que foi convidada por uma agência de marketing digital a fazer postagens favoráveis a candidatos do PT em troca de dinheiro. O jornal “O Globo” teve acesso às postagens dela, que foram bloqueadas.

Paula disse: “Muitos ativistas das redes estão participando dessa ação. No Twitter, a proposta era criar um tweet por dia, se alinhado a uma pauta específica que nos enviaram por e-mail”.

Paula Holanda disse que concordou no primeiro momento e fez posts favoráveis à presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que é candidata a deputada federal, e ao candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho.

Mas se recusou a continuar quando chegaram instruções em relação ao governador do Piauí, Wellington Dias, do PT, que tenta a reeleição.

Ela disse que recebeu o conteúdo que deveria ser publicado no sábado (25): “A intenção da pauta de hoje é divulgar e enaltecer a trajetória e as ações de Wellington Dias, que concorre ao quarto mandato de governador do Piauí”.

Paula disse que não publicou nada sobre o governador. Segundo ela, “o combinado foi manter sigilo sobre a ação, mas o combinado também foi que a ação seria de esquerda. Não uma ação partidária”.

E Paula disse que se recusou a fazer isso: “Eu nunca vou aceitar dinheiro para fazer ou opinar algo que não acredito”.

Nesta terça-feira (28), o jornal “O Globo” publicou um e-mail no qual são oferecidos R$ 1.500 por mês para quem participar de “ações de militância política para a esquerda”. No texto, são sugeridos temas para as postagens.

“Fale sobre a candidatura do Lula de maneira descontraída; fale sobre como as mulheres são pouco representadas na política”; “Temos de verba R$ 1.500 por mês para a entrega de um conteúdo por dia publicado na sua rede social mais relevante”.

Segundo a reportagem, a pessoa que mandou o e-mail trabalharia para uma agência de publicidade de Minas Gerais, a Follow, que pertence ao deputado federal Miguel Corrêa Júnior, do PT de Minas Gerais, que concorre a uma vaga no Senado.

Outras duas agências - a Lajoy e a BeConnected - admitiram ter prestado serviços ao PT para “monitorar redes sociais e indicar influenciadores”, mas negaram pagamento. Um dos sócios da BeConnected é Rodrigo Cardoso, assessor parlamentar do deputado.

O caso tem tido grande repercussão. O Piauí chegou a ficar entre os assuntos mais comentados na internet no domingo (26).

A prática é ilegal. A lei eleitoral só permite a propaganda paga na internet se for feita como impulsionamento de conteúdo, que é quando uma rede social distribui propaganda de campanha para um número maior de pessoas. Mas o candidato tem que assinar um contrato diretamente com plataforma de rede social. Isso não pode ser feito por meio de usuários contratados por uma agência e tem que ficar claro que se trata de propaganda eleitoral, não pode parecer uma opinião pessoal.

O Ministério Público em Minas Gerais já está investigando o caso. Quer identificar e ouvir as pessoas envolvidas na divulgação e os responsáveis pelas empresas. O Ministério Público no Piauí também está analisando as informações.

A lei prevê multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil se for confirmada a propaganda irregular.

O que dizem os citados

A senadora Gleisi Hoffmann declarou que o Partido dos Trabalhadores não contratou, não encomendou nem pagou a nenhuma empresa ou pessoa para fazer divulgação remunerada nas redes sociais e que não pratica esse tipo de ação.

Luiz Marinho afirmou que não conhece a influenciadora digital, que não a contratou e que a campanha foi orientada a não contratar serviço fora do que permite a legislação.

O governador Wellington Dias disse que esta não foi uma atividade organizada pela campanha e que não conhece a empresa responsável nem foi informado ou sondado sobre tal ação.

O deputado Miguel Corrêa Júnior declarou que sempre teve a vida pública pautada na legalidade, que trabalhou diretamente com o desenvolvimento de empresas, incluindo a Follow, e que, para a realização de ações, nunca existiu o pagamento de qualquer tipo de valor a perfis de grande influência.

Rodrigo Cardoso, dono da BeConnected, afirmou que nunca existiu ação voltada para partido político ou candidato.

O JN não conseguiu contato com Paula Holanda, com a Lajoy e com Isabella Bomtempo. (Assista matéria na íntegra!)

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