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Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2)

Reajuste de 6,79% impacta trabalhadores, aposentados, benefícios do INSS e contribuições previdenciárias

02/02/2026 09h36 Atualizada há 9 meses atrás
Por: Ryan Melo
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2)
O novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O reajuste pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro.
 
O aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025. O cálculo segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite imposto pelo arcabouço fiscal, que restringe o ganho real a até 2,5% acima da inflação.
 
No caso dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o pagamento com o novo valor começou no último dia 26 e segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador.
 
Quanto vale o salário mínimo em 2026
• Mensal: R$ 1.621
• Diário: R$ 54,04
• Hora: R$ 7,37
Como foi calculado o reajuste
• Inflação (INPC): 4,18%
• Crescimento real do PIB: 3,4%
• Ganho real limitado pelo arcabouço fiscal: 2,5%
• Reajuste total: 6,79%
Impactos na economia
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros. A estimativa é de que o reajuste injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.
O governo federal projeta um impacto econômico combinado de R$ 110 bilhões, considerando o reajuste do mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, o aumento gera um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.
Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve como referência para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.
INSS
• Benefícios no piso (1 salário mínimo):
Reajuste integral de 6,79%, passando para R$ 1.621
• Benefícios acima do piso:
Reajuste de 3,90% (INPC de 2025)
• Teto do INSS:
R$ 8.475,55
Contribuições ao INSS (CLT)
• Até R$ 1.621: 7,5%
• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Autônomos, facultativos e MEI
• Plano normal (20%): R$ 324,20
• Plano simplificado (11%): R$ 178,31
• Baixa renda (5%): R$ 81,05
• MEI (5%): R$ 81,05
Seguro-desemprego
• Reajuste pelo INPC (3,90%), em vigor desde 11 de janeiro
• Parcela mínima: R$ 1.621
• Parcela máxima: R$ 2.518,65
• Valor varia conforme a média salarial dos últimos meses
Salário-família
• Valor por dependente: R$ 67,54
• Pago a trabalhadores com remuneração mensal de até R$ 1.980,38
Reajuste de 6,79% impacta trabalhadores, aposentados, benefícios do INSS e contribuições previdenciárias
 
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