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Sargento Mota é excluído da PM, condenado por invadir casa e furtar perfume

Expulsão depende de sanção do Governo do Estado; policial foi sentenciado a mais de quatro anos de prisão

25/02/2026 às 10h14 Atualizada em 25/02/2026 às 12h07
Por: Redação Clube Notícias
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Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A Polícia Militar do Piauí decidiu pela exclusão do sargento Avelar dos Reis Mota, conhecido como sargento Mota, após a conclusão de processo disciplinar que apontou infrações graves ao Código de Conduta da corporação. A medida ainda será encaminhada para sanção do Governo do Estado e cabe recurso por parte da defesa.

Segundo a corporação, o procedimento administrativo considerou condutas como uso da condição de militar para obtenção de vantagens pessoais, apropriação de bens particulares e prática de crime doloso de natureza grave. Até a conclusão definitiva do trâmite, o sargento permanece na instituição exercendo funções internas.

A decisão administrativa ocorre após condenação na Justiça Militar de Teresina. No dia 15 de outubro, ele foi sentenciado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão, em regime semiaberto, por invadir uma residência no bairro Areias, zona sul da capital, e furtar um perfume. A sentença fixou agravante por abuso de poder, já que o crime foi cometido durante o serviço, e levou em conta os antecedentes do réu. Ele pode recorrer em liberdade.

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De acordo com o processo, o caso ocorreu em 15 de fevereiro de 2023, por volta das 16h. Escalado para trabalhar no bairro Promorar, o sargento teria se deslocado até o imóvel acompanhado de outro policial que conduzia a viatura. Conforme a acusação, ele utilizou uma chave falsa para entrar na casa, que estava em construção, e levou um perfume da marca Malbec.

Ainda segundo os autos, ao sair do local, o militar tentou inutilizar o sistema de segurança. Sem conseguir, cortou os fios de energia da residência. Dias depois, a vítima relatou que policiais teriam efetuado disparos contra a câmera instalada no imóvel.

Imagens de câmeras da própria casa e de residências vizinhas, além da escala de serviço e depoimentos de testemunhas, foram utilizadas como prova no processo. O Ministério Público sustentou que ficou comprovada a entrada sem autorização e a prática do furto.

Foto: Reprodução

 

A defesa do sargento afirmou que ainda não foi formalmente comunicada sobre a decisão de exclusão e já havia alegado, no processo criminal, ausência de perícia que comprovasse a veracidade das provas apresentadas.

Além da condenação por furto, o militar também foi investigado na Operação Jogo Sujo, deflagrada em 2024 pela Polícia Civil do Piauí para apurar a divulgação de jogos de azar ilegais e um suposto esquema de estelionato. Durante a ação, foram realizadas buscas e apreendidos veículos de luxo e cerca de R$ 500 mil em espécie.

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