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Postada em 22/11/2018 ás 20h41
Fonte: G1

Jornal Nacional mostra a situação precária e interdição na maior maternidade pública do Piauí

Reportagem mostra superlotação, falta de medicamentos e precária estrutura do prédio da Maternidade.
Jornal Nacional mostra a situação precária e interdição na maior maternidade pública do Piauí
Reprodução Rede Globo.

O Conselho Regional de Medicina do Piauí interditou parte da maior maternidade do estado por falta de materiais básicos para o atendimento.

Os funcionários da Maternidade Dona Evangelina Rosa denunciam, desde 2017, a falta de medicamentos, a superlotação e a precariedade na estrutura do prédio que, hoje, funciona sem a licença sanitária. Em 2018, os problemas se intensificaram.

“Hoje a gente está gritando, pedindo socorro, é por instrumental, é por medicação, é por leito para paciente”, conta a ginecologista Brendaly Farias.

No mês de outubro, diretores e chefes de setores relataram a falta de produtos como seringas, fraldas descartáveis e soluções de desinfecção usadas nas cirurgias. Segundo eles, essa situação aumentou o número de mortes de bebês. Em outubro, 29 morreram na maternidade, mais do que o dobro em relação ao mês anterior.

Ha duas semanas, um médico teve que usar sacos de lixo como avental para fazer o parto de uma paciente soropositiva.

O Conselho Regional de Medicina já tinha cobrado a solução desses problemas, mas os prazos não foram cumpridos. A partir de agora, a maternidade, que é a maior do estado, só vai atender pacientes de alta complexidade e encaminhados de outros hospitais. Essa interdição vale para os próximos dois meses.

A dona de casa Antônia de Sousa, que está com 40 semanas de gravidez, viajou mais de 130 quilômetros para a última consulta do pré-natal, mas saiu sem a garantia de ter o bebê na maternidade: "De ontem para cá começou a doer as minhas cadeiras e as minhas pernas pesadas. E eu creio que seja o começo de parto já".

O secretário de saúde, Florentino Neto, afirmou que a falta de medicamentos e insumos foi resolvida e disse que, com a interdição, o atendimento para a alta complexidade vai melhorar: "Nós nunca restringimos atendimento porque entendemos que nós devemos atender a todos. Agora, com o atendimento sendo regulado, está melhor organizado".

A rede muninicipal já sente os efeitos da medida. "A rede municipal não tem a capacidade de resolver a questão estadual. ", diz Charles da Silveira, presidente da Fundação Municipal de Saúde. (assista a matéria completa, clique aqui!)

 

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