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Postada em 09/10/2019 ás 15h01 - atualizada em 09/10/2019 ás 15h48

Combate à sífilis: plano de enfrentamento é implantado em Teresina

Até junho de 2019, cerca de 230 gestantes foram diagnosticadas com a doença na capital.
Combate à sífilis: plano de enfrentamento é implantado em Teresina
A forma mais eficaz de prevenção é o uso de camisinha nas relações sexuais. Foto: Ascom FMS

Foi iniciado em Teresina um plano para enfrentamento da sífilis, uma infecção sexualmente transmissível que tem cura, mas que, se não tratada precocemente, pode comprometer diversos órgãos ou mesmo levar a óbito. Somente no primeiro semestre de 2019, cerca de 230 gestantes foram diagnosticadas com a doença na capital piauiense.

O plano foi criado por comissão técnica da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e prevê a realização de constantes capacitações sobre o assunto aos profissionais de saúde, a sensibilização dos usuários sobre os perigos da doença e, ainda, a ampliação de locais que realizam o teste rápido de sífilis. Nos casos em que o resultado der positivo, o tratamento deve ser promovido rapidamente, cuja possibilidade de reação alérgica é quase nula.

“Se uma gestante só descobre que tem sífilis na hora do parto, por exemplo, as consequências podem ser negativas para o bebê e ele pode precisar ficar um tempo internado. Os malefícios decorrentes dessa doença secular no Brasil são inúmeros. Precisamos sensibilizar os profissionais e a população para a importância de realizar o diagnóstico e o tratamento em tempo hábil”, ressalta o presidente da FMS, Charles Silveira.

É fundamental tratar a gestante diagnosticada com sífilis e registrar na caderneta de pré-natal. “Cada semana que ela fica sem tratamento é mais tempo de exposição e risco ao bebê. Nesse caso, as complicações ao feto podem ser inúmeras, como comprometimentos neurológicos, ósseos, cardíacos, parto prematuro, aborto e natimorto”, explica Alana Niége, chefe do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis da FMS.

Ela explica, ainda, que a Diretoria de Vigilância em Saúde do órgão já realizou várias ações de capacitação, mas ainda há entraves para conter o avanço da sífilis. “Por ser, na maioria das vezes, uma doença silenciosa, existem pessoas infectadas que não sabem. Portanto, o ideal é testar, tratar e curar, lembrando que após a cura da doença a pessoa pode se infectar novamente se tiver relação sexual desprotegida com o portador”.

Estabelecimentos de saúde que realizam o diagnóstico e o tratamento da Sífilis

Para realizar o exame ou o teste rápido de identificação da sífilis a população pode se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência ou ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que é o local específico para realizar testes rápidos, o centro fica na Av. 24 de Janeiro, nº 124 e funciona de segunda a sexta-feira. Se o resultado der positivo, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível e pode ser feito na própria UBS. 

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