Política
Economia
Clube Entretenimento
Entretenimento
Concursos
Downloads
Postada em 15/01/2020 ás 08h55 - atualizada em 15/01/2020 ás 09h01

Janeiro Roxo: um alerta para a Hanseníase

Conheça sinais, sintomas, transmissão e tratamento de uma das doenças mais antigas da humanidade mas que ainda registra casos novos no Brasil.
Janeiro Roxo: um alerta para a Hanseníase
Foto ilustrativa de um dos sinais da doença: as manchas brancas. Foto: Reprodução.

A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade, é crônica, transmissível, e tem preferência pela pele e nervos periféricos, o que pode causar surtos reacionais intercorrentes, tendo assim um alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas. Desde 2016, o mês de janeiro foi oficializado pelo Ministério da Saúde, juntamente com a cor roxa, para a realização de campanhas educativas sobre essa doença.

A transmissão de hanseníase se dá de uma pessoa doente sem tratamento, para outra, após um contato próximo e prolongado. A doença tem cura e o tratamento é gratuito e ofertado pelo SUS em todo o país. Na última década, o Brasil apresentou uma redução de 34,09% no número de casos novos, passando de 39.047 mil diagnosticados no ano de 2008, para 26,8 mil em 2017. Houve também queda de 36,2% na taxa de detecção geral do país, registrando 12,94/100 mil habitantes em 2017.

Mas, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil ainda ocupa a 2ª posição no ranking mundial de casos novos. Do total desses casos, 1,6 mil (6,72%) foram diagnosticados em menores de 15 anos, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente, e 7,2 mil iniciaram tratamento com alguma incapacidade.

A dermatologista Loryenne Soares explica mais sobre o assunto. “A hanseníase é uma doença dermatoneurológica, que tem manifestação na pele, como a presença de manchas com alteração de sensibilidade. A parte neurológica vem do comprometimento dos nervos periféricos, responsáveis pela sensibilidade e motricidade. Por isso, a hanseníase é uma doença dermatológica que provoca alteração na sensibilidade da pele”, explica.

Sinais e sintomas da Hanseníase

Segundo a dermatologista, os principais sinais e sintomas são: manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; comprometimento neural periférico em mãos e/ou pés e/ou face. Outros sinais e sintomas são: dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; Caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos; diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular de olhos, mãos e pés; áreas com diminuição dos pelos e do suor.

“É comum as pessoas falarem que estão com uma mancha dormente no corpo. Mas é importante ressaltar que nem sempre a mancha relacionada à hanseníase vai estar totalmente dormente, depende do tempo em que esta pessoa se encontra doente. As manchas podem ser esbranquiçadas, avermelhados ou amarronzadas, que não doem, não coçam e aparecem geralmente em lugares como as costas, braços, perna e rosto, mas isso não elimina outras áreas do corpo. É uma mancha que aparece no corpo e que muitas vezes as pessoas não se sentem incomodadas, por isso a importância estarem atentas para os sinais e sintomas da doença. Ressalta-se que também que há pessoas que podem estar doentes e apresentarem alteração neural, sem a presença de manchas”, ressalta a dermatologista.

Transmissão

Loryenne Soares também alerta para a transmissão da doença. “A hanseníase é uma doença milenar, possui um período de incubação longo e é transmissível. Então uma pessoa que possui Hanseníase do tipo multibacilar que não esteja em tratamento transmite a doença, geralmente para quem está mais próximo. São as pessoas que moram com o doente sem tratamento ou que convivem por um período prolongado e contínuo que tem maior chance de adoecer. A doença é transmitida por meio das vias aéreas superiores, como tosse e espirro. As pessoas ficam muito receosas em estar perto de quem tem a doença, mas falta conhecimento de que não é em um contato rápido que haverá transmissão. Envolve uma rotina diária de contato. E ainda assim, para que a pessoa que recebeu a carga bacilar adoeça, envolve também outras questões como a resistência imunológica de cada indivíduo”, conclui.

Tratamento

O tratamento da doença é realizado com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de antibimicrobianos, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e disponibilizada gratuitamente pelo SUS. Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequên­cia quando se utiliza apenas um medicamento, o que acaba impossibilitando a cura da doença. O tratamento é ambulatorial, ou seja, não necessita de internação.

Comentários
Saúde
TV Clube Notícias
Facebook
Teresina - PI
Atualizado às 04h48
26°
Alguma nebulosidade Máxima: 39° - Mínima: 23°
27°

Sensação

4 km/h

Vento

70%

Umidade

Fonte: Climatempo
  • Amarração Hotel (atualizado 31-07)
Instagram
Clube Notícias - Piauí, Teresina, Meio Norte, Nordeste, Parnaíba, Picos, Campo Maior, Piripiri, cotidiano, economia, política, saúde, educação e entretenimento
© Copyright 2020 - Clube Notícias - Todos os direitos reservados
desenvolvido por: Site desenvolvido pela Lenium
Envie-nos uma mensagem!WhatsApp