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Postada em 29/01/2020 ás 08h40 - atualizada em 29/01/2020 ás 09h15
Fonte: Com informações da Ascom

Secretaria de Saúde define estratégias de prevenção ao coronavírus no estado

Nesta terça-feira (28), o Ministério da Saúde elevou a classificação de risco do Brasil para o nível 2.
Secretaria de Saúde define estratégias de prevenção ao coronavírus no estado
Reunião realizada na secretaria de saúde. Foto: Divulgação

O secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, reuniu-se, nesta terça-feira (28), com autoridades de saúde, vigilância e fiscalização para definir ações de instruções e cuidados diante da emergência por doença respiratória, causada por agente novo coronavírus.

Entre os pontos definidos na reunião estão capacitação dos profissionais da saúde da Atenção Básica e dos hospitais regionais e de referência; reunião com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), Controladoria Geral do Estado (CGE) e setor de compras da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) para iniciar um processo de dispensa de licitação para aquisição de equipamentos de prevenção em caráter de urgência e instalação de uma equipe de monitoramento, que se reunirá mensalmente para analisar o estado da doença.

De acordo com Florentino Neto, a Sesapi vai focar, no primeiro momento, já que não há registro de casos no Brasil, na capacitação das equipes de saúde para o diagnóstico de insuficiências respiratórias e no manejo dos pacientes que possam apresentar sintomas da doença.

“A Sesapi convocou essa reunião para discutirmos e estabelecer ações conjuntas com os demais órgãos com relação à doença respiratória grave, causada pelo coronavírus. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde estabeleceram uma situação de alerta, e nós aqui do Piauí fizemos esse grupo de trabalho, de onde tiramos encaminhamentos, que a gente possa ter uma ação de prevenção e sendo detectado casos, tenhamos como atuar prontamente”, afirmou o gestor.

O superintendente de Atenção Integral à Saúde da Sesapi, Herlom Guimarães, disse como será realizado o monitoramento do coronavírus pelas unidades básicas de saúde. “A Vigilância Epidemiológica, junto à Atenção Básica, têm a preocupação primordial de qualificar seus profissionais, já que sabemos que a atenção primária é a porta de entrada desses pacientes. É bom sempre frisar à população, que entramos em nível de alerta da doença e é uma questão que muda a conduta do que temos que fazer, por isso o foco da Sesapi é em capacitar nossos profissionais, para que possam fazer um atendimento de eficiência”, ressalta Guimarães.

Para a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa, os principais cuidados que o Brasil deve ter nesse momento é em relação ao período do Carnaval, já que o país receberá turistas vindo de vários locais do mundo. “Nós estamos vigilantes em todas as regiões, mas principalmente naquelas em que o fluxo de turistas, durante o período do Carnaval se intensifica, para que nossas equipes estejam prontas para qualquer atendimento, já que está quase que 100% confirmado, que a transmissão da doença é dada de pessoa para pessoa”, afirmou a especialista.

Classificação de risco

Nesta terça-feira (28), o Ministério da Saúde elevou a classificação de risco do Brasil para o nível 2, que significa “perigo iminente” – até segunda-feira (27) o país estava em nível 1 de alerta. A mudança de patamar faz parte de um protocolo envolvendo a escala, que vai de 1 a 3 – o nível mais elevado só é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional. Nível 1- alerta, Nível 2 – perigo iminente e Nível 3 – emergência em saúde publica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou atrás e passou a classificar como “elevado” o risco internacional de contaminação pelo novo coronavírus. A organização esclareceu que, por um “erro de formulação”, havia apontado o risco como “moderado”.

O novo coronavírus, que já infectou 4564 mil pessoas em 14 países. O vírus é transmissível em seu período de incubação, ou seja, antes dos sintomas aparecerem. Nomeado oficialmente de 2019-nCoV, o novo coronavírus causa infecção respiratória aguda. Sintomas começam com uma febre, seguida de tosse seca e, depois de uma semana, leva à falta de ar. Ainda não há cura nem vacina.

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