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Postada em 31/03/2020 ás 15h08 - atualizada em 01/04/2020 ás 10h04

Diretor do HDIC afirma que antecipação de medidas está sendo crucial para evitar descontrole do coronavírus

José Noronha Filho, diretor do Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela (HDIC), é infectologista e participou de live com o prefeito Firmino Filho por meio das redes sociais.
Diretor do HDIC afirma que antecipação de medidas está sendo crucial para evitar descontrole do coronavírus
Dr. José Noronha Filho. Foto: Reprodução.

As medidas adotadas pela Prefeitura de Teresina e pelo Governo do Estado têm sido fundamentais para evitar o descontrole do novo coronavírus na capital e em todo o Estado. A análise é do infectologista José Noronha Filho, diretor do Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela (HDIC), durante participação em live realizada com o prefeito Firmino Filho por meio das redes sociais.

Há cerca de 15 dias, o prefeito Firmino Filho baixou um decreto estabelecendo calamidade pública em saúde na capital por conta da ameaça de contaminação em massa do Covid 19, que já circula em todo o mundo, deixando muitos infectados e muitos mortos também. “Foi a adoção em tempo certo das medidas restritivas do isolamento social que está permitindo que a nossa realidade ainda seja diferente da de outros Estados, como o Ceará, que já registra um número bem significativo dos casos”, pontua o infectologista.

O prefeito reforçou que tem adotado um conjunto de medidas e destacou que, nesta segunda, prorrogou a validade do decreto que estabeleceu as restrições de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e de serviços. Ele questionou ainda que medidas seriam necessárias para que o país pudesse enfrentar esse vírus. “É uma crise sanitária que iniciou na China, mas hoje já é de todo o mundo e o Brasil não ficou de fora. Os especialistas reforçam que o isolamento social é a maneira que temos para enfrentar esse vírus, evitando internação em massa, inclusive com óbitos de nossos irmãos teresinenses como, infelizmente, já começamos a registrar. É por isso que prorrogamos o decreto. Sabemos que são medidas duras, mas que são necessárias diante desse cenário. Então, permanece a orientação do Fique em Casa”, frisou o prefeito.

Em Teresina, segundo o último boletim epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde, divulgado na noite desta segunda-feira, são 376 casos notificados, sendo 181 suspeitos, 179 descartados, 16 confirmados e dois óbitos.

Em um cenário projetado pelo infectologista durante a live, foi demonstrado que, em 46 dias após a primeira notificação da doença, sem as medidas de isolamento social, teríamos 37 mil internações hospitalares. No caso de 50% de redução da interação social das pessoas, o pico da doença seria de 112 dias, provocando 11 mil internações. Em um isolamento um pouco mais radical, de 75%, seria 656 dias para atingir um número de 460 internações. “Com chances de não termos mais o vírus circulando porque quando o vírus não encontra hospedeiro, ele vai morrer”, contabiliza.

O infectologista explicou que o Covid 19 é uma doença que ainda não há vacina ou tratamento específico. “É um vírus que não ataca apenas a questão respiratória, mas ataca o sistema de saúde, porque provoca uma internação em massa, seja em leitos convencionais ou de Unidade de Terapia Intensiva”, explica.

José Noronha lembrou ainda dos hábitos e cultura que acabam contribuindo para a exposição à doença. “Os japoneses, por exemplo, eles têm uma cultura de adoção de alguns hábitos que limpeza e higiene que são diferentes da nossa. Aqui temos o hábito de abraçar e isso acaba facilitando essa proliferação”, salienta.

Ainda de acordo com o especialista, o novo coronavírus é uma doença que, dois dias antes de apresentar qualquer sintoma, a pessoa já está transmitindo e que, por isso, o isolamento social é importante para evitar o crescimento dos casos. “Muitos especialistas reforçam que é preciso achatar essa curva de infecção. E o que isso quer dizer? É eu aumentar o período de tempo dos doentes aparecerem. Quer dizer que, ao invés de aparecerem 800 pessoas doentes em um mês, eu tenho o mesmo número em cinco meses e, assim, tenho tempo de recebe-las no serviço de saúde. Se não fizermos isso, a doença vem, vai atingir uma quantidade muito grande de pessoas em um curto período de tempo e elas não terão todo o suporte de saúde necessário e terão muitos óbitos”, destaca.

Ainda durante a live, o prefeito questionou sobre perspectivas sobre a doença. O infectologista explicou que os números irão depender das medidas que sejam adotadas para o controle do vírus. “Tivemos uma oportunidade preciosa de receber isso de forma atrasada. Já sabíamos os erros cometidos em outros países e temos a oportunidade de não repeti-los. Estamos tendo a oportunidade de orientar a população. Agora, nossa curva de ascensão vai depender do cumprimento das medidas por parte da população”, alerta

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