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Postada em 23/07/2020 ás 15h40

FMS alerta para a baixa cobertura vacinal em Teresina

Mesmo diante da pandemia, a FMS tem garantido a segurança nas 67 salas de vacina da rede municipal disponíveis atualmente, com sanitizações regulares inclusive na parte externa.

A pandemia de Covid-19 tem causado um efeito colateral que pode trazer grandes problemas para a saúde pública no futuro: a baixa cobertura da vacinação de rotina, que são as doses do Calendário Nacional de Imunização. De acordo com dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a queda em Teresina é de 30% neste primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Especialistas alertam que em curto, médio e longo prazo, as consequências dessa perda para as crianças podem ser tão graves quanto as causadas pelo novo coronavírus.

A FMS informa que vacinas como a BCG, que em 2019 atingiu cobertura de 116,68%, até o mês de junho deste ano chegou aos 60,26%. Já a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo e outras doenças, está com cobertura de 31,61% (primeira dose) e 16,73% (segunda dose), contra 80,47% e 66,35% do ano anterior, respectivamente. No caso da primeira dose da vacina contra a paralisia infantil, que atingiu cobertura de 74,87% em 2019, está com 26,87% em 2020.

Especialistas atribuem esta queda da cobertura vacinal ao isolamento social, que levaria os pais a evitarem os postos de saúde. A pediatra Anenísia Andrade, presidente da Sociedade Piauiense de Pediatria, alerta que a falta da vacina pode levar a doenças que podem se tornar graves em crianças abaixo dos cinco anos. “É importante que os pais entendam que outras doenças existem e que pela vacinação você consegue evitar o surgimento, ou pelo menos o desenvolvimento, de formas graves de doenças. É uma medida altamente segura e que protege contra doenças que podem se agravar em um momento que já é de dificuldade”, diz a médica.

Atualmente, a rede pública disponibiliza 18 vacinas gratuitamente para a população, sendo que algumas protegem contra doenças consideradas erradicadas no Brasil. “O grande receio dos especialistas é a possibilidade da volta de doenças em curto ou médio prazo. Não podemos esquecer que a paralisia infantil continua acontecendo em países da Ásia, e que estamos com surto de sarampo no estado do Pará, que pode chegar ao Piauí quando reabrirmos as barreiras sanitárias”, alerta Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS.

Mesmo diante da pandemia, a FMS tem garantido a segurança nas 67 salas de vacina da rede municipal disponíveis atualmente, com sanitizações regulares inclusive na parte externa. “Tomamos medidas como o uso dos equipamentos de segurança pelos profissionais de saúde, a higienização com frequência segundo o protocolo da ANVISA e mantemos um agente de portaria orientando as pessoas com sintomas a procurar uma das 26 UBS gripais”, informa Nayara Dias, coordenadora da UBS Cidade Verde.

A população também pode tomar alguns cuidados, como: procurar a UBS mais próxima da residência para evitar transporte público, manter o distanciamento de dois metros das outras pessoas, evitar tocar em superfícies e caso o faça lavar as mãos ou usar álcool em gel e fazer o uso de máscara. “Lembramos que a máscara é obrigatória para crianças a partir dos dois anos de idade”, ressalta Amariles Borba.

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