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#Conselho do dia

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Postada em 12/10/2020 ás 16h37 - atualizada em 12/10/2020 ás 18h04

O MEDO DO MEDO NA ERA PÓS PANDEMIA

AGORAFOBIA OU MEDO DE TER MEDO
O MEDO DO MEDO NA ERA PÓS PANDEMIA
#conselhododia

MEDO DO MEDO NA ERA DA COVID-19

                                                                                              Por: Pierre Perensin                              

 @pierre_perensinoficial

Quando criança, não imaginava que alguém pudesse ter medo do medo.

Quando adolescente, descobri que o medo de ter medo possui até nome: AGORAFOBIA.

Aos cinquenta anos de idade, percebo que a COVID-19, também chamada de: A Pandemia do ano de 2020, poderá fazer do medo de ter medo a nova Pandemia, pós isolamento social.

Inúmeras pessoas desaprenderão a oferecer aos amigos e aos familiares um abraço acolhedor. Já aqueles, que não conseguiam socializar-se, tendem a se fecharem ainda mais em seu mundo interior, alimentado pelo medo de ter medo.

Com o isolamento social, muitas pessoas, as quais nunca conseguiram conviver em família, sentiram-se obrigadas a aprenderem ou reaprenderem a arte de conviver no mesmo ambiente. Essa necessidade, que, na verdade, deveria ser um prazer, gerou, em muitos, o medo do medo de, ao esconderem-se da COVID-19 em suas casas, acabassem destruindo o pouco de relacionamento familiar que tentavam demonstrar no dia a dia. É com muita tristeza que afirmamos a vitória do medo do medo, referendada pelas estatísticas que confirmam o enorme crescimento do número de pedido de divórcios e do número de registro da violência doméstica durante o isolamento social.     

Eu vejo, com olhos cobertos por lágrimas, o medo de ter medo em pessoas que sofrem por antecipação, somente em pensar que poderá ser a próxima vítima dessa praga, a qual está ceifando vidas a cada novo amanhecer.

Sinto, com o coração apertado, o medo de ter medo na ausência de abraços e na recusa de um aperto de mão, vindo das pessoas que, se fosse possível, reduziriam o mundo à extensão de seu lar, eliminando de seu espaço geográfico qualquer outra vida além dos familiares que habitam em sua residência.

Convivo, infelizmente, com o medo de ter medo, através de pessoas que me convidam para reuniões presenciais, mas são incapazes de aceitar que a saudação aconteça através de um toque entre pés ou entre um toque superficial de cotovelos.

Existe um abismo enorme entre os portadores do medo de ter medo e aqueles que dizem não ter medo de nada. Enquanto estes morrem pela imprudência, aqueles adoecem por excesso de cautela. Se você está se perguntando qual das duas situações é a melhor, a resposta é simples: entre um e outro extremo, o equilíbrio sempre prevalecerá! Nesse caso, o equilíbrio é: respeito ao inimigo desconhecido e responsabilidade em atender aos mínimos requisitos para preservar a sua e a minha vida.

Assisto angustiado ao assassinato em série do abraço, do aperto de mão e do sorriso. O medo do medo está matando, aos poucos, os três remédios mais eficientes para a cura de uma geração de pessoas que, antes mesmo da pandemia, já sentiam-se sozinhas em meio à multidão. Se antes do isolamento social tínhamos um surto enorme de diagnóstico de depressão, de câncer e de ansiedade, correremos, agora, o risco termos que lutar contra outra doença também: o medo do medo, que poderá ser uma herança deixada pela COVID-19.

Há, em meu peito, uma última preocupação: como estará emocionalmente a nossa próxima geração, composta por crianças que, hoje, são bombardeados por informações de pais, de avós e de “amiguinhos”, os quais são, em sua maioria, alimentados pelo medo de ter medo?

Se eu tivesse o poder de falar para as nações, eu diria insistentemente: divirta-se em família; dedique menos atenção aos noticiários que insistem em promover a desgraça; abrace intensamente aqueles que moram com você; dê e receba carinho; sorria muito; pratique algum tipo de exercício físico; desenvolva sua fé em Deus; leia muitos livros, mas estude a Bíblia; olhe da janela de seu quarto, da sacada de seu apartamento ou da varanda de sua casa, e comtemple o céu azul e a beleza de sua cidade; converse, no mínimo, três vezes por semana com parentes ou amigos através de vídeo chamadas; elogie as pessoas que moram com você; valorize os pequenos favores que os membros de sua família fazem diariamente por você. Essas ações parecem insignificantes, mas são essenciais para manter nossa fé e esperança fortalecidas, e para minimizar os impactos destrutivos que ameaçam a qualidade de vida de nossos amigos e familiares.           

   

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