A quebra de sigilos bancário e fiscal do caso Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) mostra indícios de que seu pai, o hoje presidente Jair Bolsonaro, e seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), também faziam esquema de “rachadinha” em seus gabinetes. O crime consiste em recolher parte ou até a totalidade do salário pago a assessores e funcionários contratados.
Informações reveladas nesta segunda-feira (15) pelo Uol, que teve acesso às quebras de sigilo em setembro de 2020, afirma ter analisado 607.552 operações bancárias de 100 suspeitos de participação nos crimes.
Quatro funcionários que trabalharam para Jair Bolsonaro em seu antigo gabinete na Câmara dos Deputados retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo. Eles receberam R$ 764 mil líquidos, entre salários e benefícios, e sacaram o total de R$ 551 mil.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou o uso dos dados das quebras de sigilos no processo contra Flávio. O Ministério Público Federal (MPF) recorreu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para rever a decisão.
Outro Lado
Procurados pela reportagem do Uol, nem Flávio, nem Carlos e nem Jair Bolsonaro responderam às indagações sobre os dados colhidos na quebra de sigilo do filho mais velho do presidente.
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