O presidente Jair Bolsonaro se reúne nesta quarta-feira (24), no Palácio do Alvorada, com governadores para tratar de medidas de combate à pandemia. Entre elas, o toque de recolher, o cronograma de vacinação e uma nova lei que facilite compras na área da saúde.
Além dos governadores, foram convidados ministros, os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux. O procurador-geral da República, Augusto Aras, também participa.
A assessoria do Planalto ainda não divulgou a lista de presentes. O Poder360 conseguiu identificar na entrada do Palácio:
Ministros
Governadores:
Também foi identificado Bruno Dantas, vice-presidente do TCU (Tribunal de Contas da União) e o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.
Têm presença esperada mas até a última atualização deste texto não havia sido possível identificar na chegada:
Eis um registro da movimentação em frente ao Alvorada na chegada de alguns dos convidados. A foto é do repórter fotográfico do Poder360, Sérgio Lima:
Os governadores devem levar uma série de demandas ao presidente. Alguns deles adotaram medidas que foram atacadas por Bolsonaro durante a crise, como confinamentos.
A reportagem do Poder360 apurou quais devem ser algumas das bases do discurso de Bolsonaro no encontro:
Bolsonaro não deve dizer com todas as letras que errou nem que está recuando. Ficará implícito. Aliados seguem tentando convencer o presidente a ser explícito. Mas ele prefere falar em “nova realidade” e que daqui para a frente a estratégia muda. Por exemplo, usará máscara na reunião desta quarta-feira (24).
Na terça-feira (23), o Ministério da Saúde confirmou mais 3.251 mortes pela covid-19. É o maior número já registrado em 1 único dia desde o início da pandemia. O número nunca havia ficado acima de 3.000.
No total, 298.676 pessoas morreram vítimas da covid-19 no país.
Também na terça-feira (23), Bolsonaro fez um pronunciamento na televisão, no qual defendeu a vacinação contra a covid-19 no Brasil. Políticos de diversos espectros ideológicos foram às redes sociais para criticar o presidente.
Sobre a reunião desta quarta-feira (24), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que deve comunicar aos líderes de bancada e demais deputados “medidas administrativas e medidas políticas” relacionadas à pandemia.
“Temos que fazer um debate mais coerente, mais imparcial, mais resolutivo, com menos ideologia, com menos política, para a crise que enfrentamos”, disse Lira. A Câmara e o Senado têm buscado preencher em alguma medida o vácuo deixado pelo governo na gestão da pandemia.
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