O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello fala na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, nesta quarta-feira (19). A comissão investiga o uso do dinheiro federal que foi enviado para cidades e Estados, além das ações e omissões do governo federal no combate à pandemia.
Cada integrante da CPI terá 5 minutos para questionar o ex-chanceler. Ernesto terá 5 minutos para responder. Haverá, se necessário, 3 minutos de réplica e 3 minutos de tréplica.
Segundo o regimento interno da Casa, os 18 integrantes do colegiado têm prioridade para fazer perguntas, embora todos os senadores possam formular questionamentos de 3 minutos.
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Agenda
O ex-ministro Eduardo Pazuello falaria na quarta-feira (5), mas alegou que não poderia comparecer à audiência por suspeita de covid.
O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta foi ouvido na terça-feira (4) por mais de 7 horas. Ele falou sobre ter alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre o colapso na saúde, cloroquina e vacinas.
O também ex-titular da Saúde Nelson Teich falou por cerca de 6 horas à CPI na quarta-feira (5). Ele se disse contrário e que considera um erro o uso de cloroquina para tratar a covid-19.
O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a solução para a pandemia é a imunização das pessoas.
Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), disse, na terça-feira (11), que se arrependeu de participar de aglomerações com o presidente Jair Bolsonaro. Também afirmou ser contrário à cloroquina e que as falas do presidente vão na contramão do que pensa a agência.
Na quarta-feira (12), o ex-chefe da Secretaria de Governo (Secom) da Presidência da República, Fabio Wajngarten, falou por 7 horas. Nesse tempo, ele se contradisse em relação a declarações anteriores e a ações da Secom, o que irritou senadores. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), pediu oficialmente a sua prisão, mas o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM) a negou ao afirmar que não seria “carcereiro de ninguém”.
O ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, disse, na terça-feira (13), que o governo brasileiro recebeu 6 propostas para comprar vacinas da Pfizer contra a covid-19 até fechar contrato com a farmacêutica.
O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo disse, na terça-feira (18), que a primeira reunião ministerial em que Bolsonaro citou a compra de vacinas da Pfizer foi em “março ou fim de fevereiro” deste ano, mas que antes disso a aquisição de doses da farmacêutica sequer foi debatida nos encontros dos quais participou.
Eis a agenda da CPI no Senado:
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