O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reforçou o discurso de que não há justificativa para votar um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.
Mesmo com as recentes denúncias envolvendo o chefe do Executivo na compra da vacina Covaxin e em esquemas de "rachadinha", Lira avalia que "neste momento, não há nenhum fato novo que justifique e que tenha alguma ligação direta com o presidente da República". "A não ser o fato de algum parlamentar ter dito que entregou um documento, que não justifica", acrescentou.
"Não podemos institucionalizar impeachment no Brasil, temos que aprender a discutir esses assuntos com muita seriedade", declarou o presidente da Câmara à rádio Jovem Pan. Para ele, o País "não pode ser instabilizado politicamente a cada presidente que é eleito". Segundo ele, a abertura de um processo neste momento "desestabilizaria a economia e pararia o Brasil".
Para Lira, os trabalhos apresentados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid trouxeram "realidades" que já estão sendo investigadas pela comissão. "A Presidência da Câmara tem o papel de atuar com imparcialidade e neutralidade e vai esperar o desenrolar dos acontecimentos", disse.
Voto impresso
Como uma pauta fortemente defendida pelo presidente Bolsonaro, Lira pondera que não tem queixa sobre a urna eletrônica, mas que não vê problemas em ter auditagem "para acabar com a versão que está posto na rua que tem fraude no sistema". "Muito melhor uma averiguação matemática, calibrada, do que talvez uma eleição questionada", comentou.
"O que temos que afastar são as versões. Tem muita versão sobre voto impresso, polarização sobre voto auditável, tem muitas situações que a população tem tido informações muito divergentes", afirmou.
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