A oportunidade revelou-se irresistível para o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista (PP), que apoia a eleição de Geraldo Alckmin (PSDB) para presidente da República e indicou sua companheira de chapa, a senadora gaúcha Ana Amélia.
E assim, na primeira visita de Fernando Haddad (PT) a Teresina, embora ainda na condição de vice da candidatura inexistente de Lula, Ciro postou-se ao lado dele e apareceu em fotos e vídeos carregando uma faixa com o retrato de Lula.
Sim, o partido que ele preside pode apoiar Alckmin ou dizer que apoia. Mas Ciro, candidato à reeleição, em um Estado como o Piauí onde Lula seria o mais votado, não poderia se dar a esse luxo. Às favas coerência, fidelidade e coisas do gênero.
A favor de Ciro, diga-se que ele jamais negou que seu coração sempre bateu por Lula. E que mesmo depois de ter anunciado o apoio do PP a Alckmin, conspirou sem sucesso para que outros partidos do chamado Centrão logo o abandonassem.
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