O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí decidiu, por unanimidade, suspender a filiação do prefeito de Alegrete do Piauí, Márcio Willian Maia Alencar, o Marcinho (PT). A decisão foi tomada na noite de segunda-feira (3), após o gestor ser acusado de ameaçar dois adolescentes com uma arma de fogo durante uma discussão em um bar da zona rural do município.
Em nota divulgada nas redes sociais, o partido informou que a medida tem caráter preventivo e que o caso será analisado pela Comissão de Ética, responsável por conduzir o processo disciplinar.
“Remeter os fatos para o devido processo legal junto à Comissão de Ética da agremiação”, diz trecho do comunicado assinado pela Executiva Estadual, presidida pelo deputado Fábio Novo.
O PT também afirmou que acompanha o caso desde o momento em que as denúncias vieram a público e que já havia acionado o secretário estadual de Segurança Pública, Chico Lucas, para acompanhar as investigações. Segundo o partido, as vítimas registraram boletim de ocorrência e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o episódio.
“O Partido dos Trabalhadores repudia toda e qualquer violação de direitos e acompanhará de perto o desenrolar das investigações”, completou a nota.
O que dizem as denúncias
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 17h30 do sábado (1º), em um bar localizado nas proximidades da barragem do povoado Alegrete Velho. Os irmãos T.S.A., de 19 anos, e V.L.S., de 17, estavam acompanhados de amigos quando o prefeito teria se aproximado e iniciado uma discussão. Durante o desentendimento, ele teria sacado uma arma de fogo e feito ameaças diretas aos adolescentes, segundo o relato das vítimas.
Vídeo circula nas redes sociais
Imagens que circulam nas redes mostram o prefeito entrando em um imóvel e discutindo com os jovens, momento em que teria feito as supostas ameaças. O caso ganhou grande repercussão na cidade e motivou manifestações de repúdio de lideranças locais.

Prefeito alega ter sido ameaçado
O prefeito Márcio Maia negou as acusações e afirmou que, na verdade, foi vítima de uma tentativa de intimidação. Segundo ele, os adolescentes são ligados a grupos políticos adversários e o episódio teria começado durante uma confraternização. “Fui apenas saber o motivo de ele querer me matar. Não houve mais nada além disso”, declarou.
O gestor disse ainda que os jovens estavam consumindo bebida alcoólica no momento da discussão e negou ter cometido qualquer ameaça.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil do Piauí.
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