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Polícia FRAUDE ANTIGA

Advogada já havia denunciado, no início do ano, fraude na bomba de posto de combustível fechado pela Operação Carbono Oculto 86

Tanque do carro caberia no máximo 53 litros, mas a bomba marcava 61 litros abastecidos

06/11/2025 10h25 Atualizada há 12 meses atrás
Por: Ryan Melo
Foto: redes sociais
Foto: redes sociais

No início de abril de 2025, a advogada Nathália Freitas publicou em suas redes sociais, um vídeo em que denunciava uma suposta fraude na bomba de abastecimento do Posto HD 13, localizado na Av. Dom Severino, Zona Leste de Teresina. A Rede de postos HD foi alvo da Operação Carbono Oculto 86, que aconteceu nesta quarta-feira (05) e investiga a ligação da facção PCC com o mercado de combustíveis do Piauí.

De acordo com a denúncia feita no início do ano, Nathália, ao encher o tanque do seu carro, notou que o valor cobrado excedeu bastante o que ela costumava pagar em outros abastecimentos. Ao verificar a bomba de combustível, a quantidade que supostamente teria entrado no tanque, era 61 litros, mas a advogada afirma que o tanque do veículo comporta, no máximo, 53 litros de combustível.

Nota fiscal do abastecimento

“Eu fui em outro posto para ter a certeza, com o carro na reserva e quase sem gasolina. Nesse posto a bomba funcionava corretamente e disparou quando chegou aos 52 litros. Ainda pedi para a frentista completar até a ‘boca do tanque’ e realmente pude constatar que o tanque só cabe 53 litros, quantidade marcada no visor da bomba”, relata a consumidora.

Na última quarta-feira (05), a rede de postos HD e Diamante teve 49 postos fechados nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins por fazer parte de um esquema de empresas de fachada que serviam para lavar dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Confira a lista de postos interditados no Piauí

A rede de postos pertencia aos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, mas, segundo o relatório do Inquérito Policial Nº 16245/2025, divulgado pela SSP/PI, o esquema tinha o envolvimento de diversas outras pessoas.

Veja como funcionava o esquema

Após o ocorrido, Nathália formalizou a denúncia e passou a sofres ataques nas redes sociais. As irmãs gêmeas Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho que foram citadas no inquérito, são esposas de Haran Santhiago e Danillo Coelho e, também foram alvo da operação Carbono Oculto 86.

Além de ter sido vítima da fraude, a advogada foi indiciada pelos crimes de calúnia, injúria, difamação e perseguição (stalking) contra as empresárias e influenciadoras Thayres Leite Moura Coelho e Thamyres Leite Moura Sampaio. O documento final da investigação, datado de 8 de setembro, foi assinado pelo delegado Ademar Canabrava, da 9ª Delegacia Seccional de Teresina.

As irmãs relataram ter sido vítimas de ataques e constrangimentos públicos atribuídos à advogada. Segundo o relato, Nathalia Freitas teria realizado publicações ofensivas nas redes sociais e ingressado com ações judiciais contra ambas.

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