A confirmação de um caso de febre suína no município de Porto, no Norte do Piauí, levou o Governo do Estado a decretar situação de emergência zoossanitária pelo prazo de 180 dias. A medida foi oficializada por meio de decreto assinado pelo governador Rafael Fonteles (PT) e publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira (6).
Com a decisão, o Estado passa a operar sob um regime especial que permite respostas mais rápidas para conter a circulação do vírus, incluindo o controle rigoroso do transporte de suínos, fiscalização em áreas rurais e a adoção de protocolos sanitários específicos para evitar novos registros da doença.
A enfermidade, também chamada de peste suína clássica, é causada por um vírus de alta transmissibilidade e atinge exclusivamente suínos domésticos e javalis. Autoridades sanitárias reforçam que a doença não afeta seres humanos e não compromete a segurança alimentar da população.
Segundo informações do governo estadual, todas as movimentações de animais e de produtos considerados de risco passam a seguir critérios técnicos definidos pelas equipes de campo que atuam no combate à doença. O objetivo é impedir que o vírus se espalhe para outras regiões do estado.
A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) foi autorizada a coordenar as ações, emitir orientações técnicas, aplicar medidas de manejo sanitário e utilizar insumos já registrados no país. O decreto também libera a compra emergencial de materiais necessários para o enfrentamento e a erradicação do foco identificado.
O que muda com a emergência zoossanitária
O estado de emergência zoossanitária permite flexibilizar procedimentos administrativos para garantir rapidez na atuação do poder público. Entre as ações possíveis estão a intensificação da vigilância sanitária, a restrição temporária de áreas afetadas e a implementação de estratégias emergenciais para proteção do rebanho suíno.
Principais sinais da doença nos animais
• Febre elevada e hemorragias;
• Dificuldade de locomoção e desorientação;
• Alterações na coloração das orelhas e articulações;
• Vômitos, diarreia e recusa de alimento;
• Abortos, esterilidade e nascimento de leitões debilitados;
• Comportamento de isolamento dos animais;
• Morte em poucos dias após o surgimento dos primeiros sinais.
O governo orienta que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente à Adapi, para que as equipes técnicas possam agir de forma preventiva e evitar novos focos da doença no Piauí.