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Postada em 17/01/2019 ás 11h59 - atualizada em 17/01/2019 ás 12h11

O Estado de S. Paulo: Policiais Militares levaram dinheiro da Odebrecht para assessor de Ciro Nogueira

O "Apartamento da Propina", em SP, teria sido usado pelo menos três vezes para recebimento de malotes de dinheiro, entregues ao assessor do senador piauiense, presidente dos Progressistas
O Estado de S. Paulo: Policiais Militares levaram dinheiro da Odebrecht para assessor de Ciro Nogueira

Em meio às articulações políticas para a eleição da futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, onde o Progressistas dá mostras de divisão interna na disputa, o presidente nacional do partido, Senador Ciro Nogueira vê seu nome mais uma vez envolvido em sérias denúncias de corrupção. 

O jornal O Estado de São Paulo publicou, na coluna do jornalista Fausto Macedo, que policiais militares paulistas teriam sido usados como transportadores de altas quantias, pagas pela construtora Odebrecht, a maior do Pais, a diversos políticos envolvidos na Operação Lava Jato. Dentre os beneficiários, estaria o senador Ciro Nogueira, um dos principais fiadores da reeleição do governador Wellington Dias (PT) e da tentativa de evitar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A reportagem do Estado de S. Paulo detalha o possível esquema que contaria com a participação de policiais militares como "Correios da Propina". Em junho de 2014, o cabo Ednaldo Rocha Silva recebeu uma convocação para um bico. O sargento aposentado Paulo Roberto Romualdo estava recrutando homens de confiança para um trabalho sigiloso. A missão parecia inofensiva: entregar dinheiro para “Clientes VIP” de uma transportadora de valores.

Os cabos Silva e Romualdo passariam a integrar uma tropa contratada pela transportadora de valores Transnacional. Operado pelo doleiro Álvaro Novis, o sistema distribuiu ao menos R$ 37,9 milhões em São Paulo e R$ 81,8 milhões no Rio entre 2011 e 2014.

A OPERAÇÃO DO ESQUEMA

Segundo descreve a reportagem do Estado de S. Paulo, dia sim, dia não, os policiais se apresentavam à paisana às 8 horas da manhã na garagem da empresa Transnacional. Lá, recebiam uma relação de endereços, recibos e senhas e saíam, sempre em dupla em carros blindados lotados de dinheiro.

Só em São Paulo, pelo menos oito PMs da ativa ou aposentados atuaram na distribuição de dinheiro da Odebrecht. Grandes quantias, como R$ 500 mil, eram entregues pelos policiais diretamente aos intermediários indicados pelos políticos em suas residências, escritórios ou hoteis. 

Um carro-forte da Transnacional ficava estacionado em local estratégico, servindo de ponto de distribuição de dinheiro, para garantir o reabastecimento de malotes durante o dia.

O APARTAMENTO DA PROPINA

O PM cabo Silva admitiu ter ido ao menos uma vez em 2014 entregar dinheiro no prédio onde um assessor do Ciro Nogueira tinha um apartamento alugado em São Paulo. O presidente nacional do Progressistas é acusado de ter recebido R$ 1,3 milhão da empreiteira naquele ano. Ciro Nogueira e o assessor negam que tenham recebido repasses ilegais da construtora. Mas o senador é investigado por propinas que somariam R$ 1,6 milhão nos pleitos de 2010 e 2014. Recai a suspeita de que o dinheiro teria partido da Odebrecht.

A construtora confessou, em delação premiada de seus executivos, que se utilizava do doleiro Álvaro Novis para operacionalizar pagamentos do ‘departamento de propinas’ a políticos. Novis, por sua vez, admitiu, também em acordo com as autoridades, que sua empresa, a Hoya Corretora, se utilizava dos serviços da Transportadora Transnacional. 

Em depoimento à Polícia Federal em fevereiro de 2018, o ex-funcionário da Transnacional, Geraldo Oliveira, reconheceu, por meio de fotografia apresentada a ele, o rosto do assessor de Ciro Nogueira: Lourival Ferreira Nery Júnior. E mais: também disse se lembrar do local da entrega do dinheiro: o edifício La Defense, na Rua Ministro Godói, no bairro de Perdizes, na cidade de São Paulo, endereço do "Apartamento da Propina".

Geraldo deu detalhes: contou que sempre era autorizado a entrar pelo portão da garagem, pois a entrega deveria ser discreta. De lá, seguiria pelo elevador de serviço e entraria no apartamento do assessor. Somente uma vez teria ido ao endereço e recepcionado pelo pai de Lourival. Ele alega ter feito pelo menos três entregas naquele endereço.

Não é a primeira vez que surgem indícios sobre o uso de apartamentos como local por onde circularia dinheiro ilícito. Ano passado, ficou celebrizada a descoberta do imóvel onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima guardava malas com cerca de R$ 51 milhões, em Salvador.

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