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Ilana Alencar

Ilana Alencar

Postada em 20/07/2020 ás 14h28

Sexo na quarentena

Quarentenizados estamos, involuntariamente fazemos parte de uma nova ordem (desordem?) mundial, uma doença apelou pra nossa intelectualidade que entendamos que precisamos nos afastar... Tá, mas as nossas humanas necessidades? Hoje vou falar de uma coisa que realmente está todas as horas do dia sendo revirado internamente, conversado nos whattsapp da vida ( Nunca o usamos tanto), postado de forma aberta ou velada nos instagrams e facebooks, vivido ou pretendido, e o Sexo na quarentena, como anda?

Primeiramente que sexo já é polêmico sempre, desde antes das redes sociais já é o assunto preferido do mexerico diário, das rodas de família, de amigos e dos programas de fofoca, sempre gera interesse e curiosidade e é uma mola que nos move a todos desde sempre. De um jeito ou de outro, sexo está em nossas vidas, até quem abdica da prática, está inserto na eterna busca instintiva por ele... De todos os desvios sexuais o que mais me assusta é a abstinência, é uma violência sem tamanho. 

 Voltando ao mundo pandêmico, sem aviso você não pode mais sair pra paquerar, não pode marcar num barzinho, não pode dançar seduzente olhando pro gatinho da mesa do lado... aí não tem mais como eventualmente engatilhar sexo casual ou não. Atrapalhou forte,  sem acerto prévio ou compromisso como é que faz?Aí é que entra a parte mais curiosa, a gente é muito sonso kkkkk, a gente tem que disfarçar sempre essa necessidade, ninguém sai de casa e finge que se tiver fome não vai comer, por que nem liga tanto assim pra comida, mas é exatamente isso que a gente faz com sexo, disfarça sempre... a gente quer, a gente gosta, a gente imaginou isso, mas convencionou que foi “SEM QUERER”.

A quarentena te tira essa possibilidade, se é solteiro e tem qualquer pretensão sexual vai ter que negociar... primeiro pra encontrar , já que por agora não é por acaso, depois pra tirar as mascaras há que se admitir o contato e assumir o risco, depois que os locais de encontros furtivos estão restritos ( motéis etc...) o que obriga as pessoas a abrirem suas casas, que ás vezes são mais difíceis de acesso que o próprio corpo, é um momento em que tem que se assumir o desejo com antecedência e perde-se o argumento comum do tesão de ocasião, agora é sim premeditado e estudado...dificultou...tá complicado de verdade... Dá pra sentir o tesão acumulado das pessoas no sempre insinuado em conversas de grupo ou papo de amigos, é quase palpável...

Veja bem, sou feminista abertamente assumida, mas não ou fazer meu libelo dessa vez, vou calar esse aspecto por agora ( voltarei a ele depois) . Sem rodeios como mulher a gente é ensinada a até fingir não saber do que se trata até o último instante, a resistir, a “valorizar”, como se nos coubesse a defesa de um território, tá mais que claro que não é bem assim e que as mulheres não só querem como reclamam a falta, mas ainda cumprimos com essas convenções sociais, eu me incluo nisso, mas as mulheres estão fervilhando de ansiedade e é quase cômico perceber a elevação do tom de urgência.

Voltando ao sexo de quarentena, é agora coberto com mais uma camada de proibição ( essa também inútil serve mais uma vez pra dar tempero) aos solteiros, e virou um intensivão (espero que sim! Faz bem pro humor pra pele e pra saúde em geral) aos casados, ouvimos muitas vantagens sendo contadas todos os dias, me reservo o direito de duvidar delas a maior parte do tempo kkkk

Os solteiros se dividem,  mas sem dúvida tem aqueles que estão de radar ligado esperando uma oportunidade, tem os que disfarçadamente percorrem suas agendas enumerando os contatinhos, tem os que só tem esperança e nenhuma prática, há os que se contentaram com o sexo virtual nas trocas de nudes e vídeos e na masturbação elevada à categoria mais segura e recomendada para prevenção de covid 19 (desminta-me se possível), há os que tentam sublimar os instintos, enfim como sempre o sexo tem muitas formas de se manifestar em cada um de nós só não deixa de existir.

O amor líquido de Baumman parece que está se gaseificando, visto que sequer o toque real se está permitindo e as conversas virtuais são terreno fértil para criação de personas, não o meu eu real, mas quem eu gostaria de ser, o meu eu ideal, minha criatividade permite a criação de alter egos que estarão se relacionando com outras personas e vivendo vidas inventadas e amores ficcionais, somos hoje parte de um romance da vida real criado e vivido simultaneamente? Black Mirror era uma premonição? Sim ou claro?

Posso estar enganada mas a fome que se tem é do oposto, queremos toque, pele e cheiro, queremos morder a carne e nos sentir parte real do corpo de alguém para sermos reais, afinal sexo sempre foi fazer parte momentaneamente do outro, assim quanto mais nos tornamos etéreos em conceito mais ansiamos pela crueza do real, a quarentena só aguça essa necessidade, viramos fumaça na ânsia de sermos pedra.

Não tenho respostas só perguntas, muitas mesmo, mas só aprendo conversando e sabendo do outro, por isso essa coluna tem que ser interativa, quero que quem leia me fale o que pensa, quero uma linha aberta, um texto sempre é no mínimo dois, o escrito e o lido, que sempre tem uma parte do leitor adicionada ao escrito, quero que seja uma comunicação.

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