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Ilana Alencar

Ilana Alencar

Postada em 13/08/2020 ás 14h06

Adapte-me camaleoa

Adapte-me camaleoa
Foto: Reprodução

O que me impressiona é a nossa capacidade de adaptação. Ela nos caracteriza e salva. A nossa maleabilidade aos fatos e circunstâncias da vida é que nos tornam quem somos, tanto para o bem como para o mal. Se não nos adaptassemos não teríamos dominado o planeta inteiro. Nossa inventividade e capacidade criativa são ferramentas de adaptação que nos permitiram ir longe.

Aí entra a dicotomia. A necessidade nos impulsiona a nos adaptar a novas realidades, ou seja, estivéssemos sempre em condições favoráveis não nos teríamos movido. Vale para as relações interpessoais. Muitas vezes estamos vivendo um relacionamento e decidimos ceder para nos adaptar aquela realidade do outro para fazer funcionar. Isso é ótimo e é uma premissa para que as pessoas possam permanecer juntas. Adaptação!

Mas se forçar a caber na fôrma alheia para ser aceito é uma postura extrema de uma coisa boa que transforma uma pessoa em um refém da aprovação do outro, e principalmente um ansioso em agradar, um infeliz. Veja só, ser feliz é uma decisão difícil de tomar e requer dedicação e disciplina. Ser feliz é pra quem tem talento ou pra quem tem disposição pra insistir. Há quem seja infeliz por decreto. Conheci alguns na vida. Pessoas que são mesquinhas consigo mesmas e não se permitem grandes sentimentos por covardia, se escondem atrás de um muro de frieza e não percebem que assim perdem a vida. Só assistem, paciência!

Ser adaptável é ver a necessidade de ajustes que temos que fazer. De ambiente ao estado de espírito tudo pode ser ajustado. Rumo à eficiência e felicidade. Dar-se ainda é a melhor forma de receber retorno emocional. A frieza das relações atuais que revela um medo incrível da dor anestesia as pessoas para o amor, a amizade, a troca de experiências entre pessoas, a vivência da empatia.

Acredito muito que adaptabilidade é a característica que nos fará melhores ou piores a partir de agora. Isso de que o amor nos deixa vulneráveis é realmente real e apavorante, mas também é verdade que é daí que descobrimos força incrível e coragem infinita. A gente se adapta a uma nova cidade, a uma nova casa, a um novo emprego, a gente se adapta a um clima frio ou mais quente, a gente se adapta a falar e ouvir outra língua, a novos sabores e novos aromas, a usar roupas e coisas diferentes, a gente se adapta a mudanças de padrão financeiro, a gente se adapta à mudança das pessoas, a perda de quem amamos, por morte ou decisão.

A gente sobrevive se adaptando. Fazer dessa adaptação incômoda (pois sempre dói fazer mudanças, mesmo as positivas), um crescimento e proveito de vida, e olhe que ando longe de ser da galera 'good vibes', hoponopono e etc, kkkkkk, Me estresso com força, choro, fico zangada, mas cada dia mais tenho ficado bem humorada e rido das minhas burradas, dos desvios errados que peguei, me orgulhado de meus acertos, me perdoado e perdoado aos outros a vida leve é melhor!

Vamos nos adaptar! A parte ruim é se conformar com as perdas, se adotar demais ao ruim, aceitar o pouco, não se indignar mais, não ter mais ambição de felicidade, não ter vontade, perder o tesão na vida, isso é uma resignação de derrota, não é adaptação.

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