O presidente nacional do Progressista e senador piauiense, Ciro Nogueira, falou pela primeira vez sobre as acusações que levaram a Polícia Federal a realizar buscas e apreender documentos no gabinete e na residência do político na semana passada. Ciro é investigado por suposta tentativa de obstrução da Justiça e recebimento de propina dada pelos ‘irmãos Batista’ da empresa JBS. O senador falou com exclusividade sobre o assunto para a jornalista Samantha Cavalca, da Rede Meio Norte, após voltar de viagem que fazia pelo exterior.
O parlamentar ressaltou que teve por conta própria a iniciativa de procurar a Polícia Federal e o Ministério Púbico para esclarecer o assunto. “Eu estava em missão oficial quando ocorreu essa Operação da Polícia Federal, e quis de antes de me manifestar, inclusive em respeito a própria Polícia Federal e ao Ministério Público, procurar depor o mais rápido possível. Eu pedi para os meus advogados, foi agendado na própria segunda-feira, dia 30”, disse Ciro.
Sobre a viagem à Europa, o senador disse que, infelizmente, já ficou sabendo da Operação da PF quando estava no exterior, durante viagem oficial, pois é presidente da União Inter Parlamentar. Nas redes sociais, alguns internautas chegaram a questionar a ‘missão oficial’ do senador no exterior, já que o parlamentar se encontrou em Bruxelas com a esposa e deputada Federal, Iracema Portela (PP), que no mesmo período comemorou seu aniversário.
A PF investiga o senador piauiense e outros políticos do antigo Partido Progressista (PP) por obstrução de Justiça e ainda, o possível recebendo de propina entregue pelo dono da JBS, Joesley Batista, no valor de R$ 500 mil. Conforme delação do próprio empresário em depoimento à Polícia Federal.
Para o senador, houve excessos da PF na operação realizada na última semana. “Me sinto injustiçado, eu prefiro eu prefiro que haja esse tipo se situação do que como era no passado quando não tinha. Então eu acho que é melhor o excesso de democracia do que a falta de democracia. É melhor o acesso de investigação do que a falta de investigação. Infelizmente, eu fui vítima de um excesso. Ao depor na PF e eu pedi ao delegado, estamos entrando também com o ministro Fachin que torne público essa ação para que as pessoas saibam que não existe uma sombra de dúvida, não existe uma vírgula de que possa ter participação do senador Ciro ou de qualquer pessoa ligada a ele comentendo algum crime nessa Operação”, ressalta.
Por fim, o senador ainda questiona a delação feita por alguém que cometeu vários crimes contra a Nação e, ressalta, que continua confiando na Justiça Brasileira.
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